Índice relativo; não é previsão para uma edificação específica; não substitui laudo com ART.
Atualizado em 01/11/2026 · Base científica · Método · Validação · Limites · Fontes · Fragilidade · Variáveis · Dados abertos
Variáveis da edificação por peso de evidência (12)
Em ordem de evidência, com efeito, mecanismo e como obter por foto, vídeo ou dado aberto.
| ordem | variavel | peso de evidencia | efeito e mecanismo | evidencia resumida | fontes | como obter com foto video ou dado aberto | rotulo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Aberturas: portões, portas, janelas e sua proteção | Alto (A/B) | Ruptura de uma abertura sob pressão positiva eleva a pressão interna e soma-se à sucção externa da cobertura; portão grande é a abertura dominante mais provável. | Ensaios de portões: pressão líquida de ruptura de 0,42 a 1,75 kPa entre modelos; o modelo de pressão interna reduz a carga líquida a 34–46% da externa. EF e Hazus tratam portões e vidros como componentes que falham em cascata antes da cobertura. | Jaffe et al. (2019); Vickery et al. (2006); McDonald & Mehta (2006); Minor (1994, só metadados) | foto frontal do portão, tipo (enrolar, correr, seccionado), vão, guias, travas; área de janelas por fachada; presença de veneziana ou persiana | FATO (ensaio e modelo); relato de Toledo = HIPÓTESE coerente |
| 2 | Tipo e material da cobertura (metal leve, fibrocimento, cerâmica/concreto, asfáltica) | Alto (B) | Define capacidade por área e modo de falha; coberturas leves perdem painéis e viram detritos. | EF: perda de painéis metálicos a 119 km/h (SBO DOD2) e perda de cobertura de residência a 127 km/h (FR12 DOD2); capacidades por componente publicadas (telha asfáltica 2,9 kPa). Fibrocimento: modelagem numérica em Cuba mostra colapso a partir de cerca de 250 km/h. | McDonald & Mehta (2006); Jain et al. (2020); Estrada Cingualbres et al. (2017) | foto da cobertura, ondulação, espessura visível, telha; vídeo do forro por dentro | FATO para os valores citados; transposição ao Brasil A CONFERIR |
| 3 | Fixações e ligações (telha–terça, terça–estrutura, telhado–parede) | Alto (B) | A resistência à tração da ligação limita a carga que sobe até a estrutura; ligações fracas falham antes das peças principais. | Ligação com prego em diagonal 1,8–1,97 kN contra fita metálica 5,3 kN (razão cerca de 2,9). Em cobertura metálica, ensaios de puncionamento e arrancamento de parafusos (valores A CONFERIR). FORTIFIED: redução de 55% a 74% da frequência de sinistros em casas FORTIFIED (níveis Roof e Gold). | Vickery et al. (2023); Jain et al. (2020); Mahendran & Mahaarachchi (2002); Univ. Alabama/ALDOI (2025) | foto aproximada de parafusos, espaçamento, arruelas; ensaio de arrancamento quando houver | FATO (parâmetros publicados); efeito no Brasil A CONFERIR |
| 4 | Entorno: rugosidade, obstáculos, topografia, abrigo e fontes de detritos | Médio a alto (B) | Rugosidade e topografia mudam a velocidade local (S1, S2); abrigo por quebra-vento reduz a carga; coberturas e árvores vizinhas viram detritos. | Quebra-vento 50% permeável a 7,5 e 15 m reduziu as cargas estruturais a um equivalente de −40% na velocidade de projeto (melhor caso, vento médio). Hazus: telhados são a maior fonte de detritos perigosos. Árvores arrancadas (DOD3): folhosa 146 km/h (122–190, DI27) e conífera 140 km/h (117–182, DI28). | Richardson (1987); Heisler & DeWalle (1988); Vickery et al. (2006); Wieringa (1992); Lemelin et al. (1988); NBR 6123 | coordenadas; MapBiomas (z0); Copernicus DEM; pegadas Open Buildings/Microsoft; foto das 4 direções do entorno | FATO (vento médio); em downburst a eficácia é HIPÓTESE |
| 5 | Forma e inclinação do telhado (duas águas, quatro águas, beiral) | Médio (B) | Altera as zonas de sucção e a fragilidade do forro; é comum supor que telhado de quatro águas sofra menos que o de duas águas (não verificado nos textos lidos). | Hazus usa a forma do telhado como parâmetro de classe; estudo de 2023 trata o efeito de forma e inclinação na fragilidade do forro (só metadados lidos). | FEMA (2021); Meng et al. (2023) | foto frontal e lateral, medida do beiral | FATO (parâmetro de classe); magnitude A CONFERIR |
| 6 | Idade, estado de conservação e corrosão | Médio a baixo (B/C) | Degradação reduz a capacidade; época da norma usada como proxy. | Hazus adota convenção de julgamento de redução de 50% na capacidade de içamento para cobertura em mau estado; modelos australianos separam casas construídas antes e depois de 1980. | FEMA (2021); Ginger et al.; Walker (2011) | ano de construção, foto de ferrugem, parafusos soltos, telhas quebradas | HIPÓTESE (convenção) para a magnitude |
| 7 | Altura e número de pavimentos | Médio (vento médio) / baixo (downburst) | No vento de camada limite a velocidade cresce com a altura (S2); no downburst o máximo fica perto do solo. | Perfis empíricos de downburst têm máximo em baixa altura; a norma brasileira e a prática usam perfil de camada limite. | Wood et al. (2001); Solari (2020); NBR 6123 | altura de beiral e cumeeira por foto com referência | FATO (perfis); transferência ao dano A CONFERIR |
| 8 | Estrutura principal: contraventamento, engaste, ancoragem de pilares, vãos | Médio (B/C) | Falha de estabilidade global e colapso progressivo ocorrem após perda do envelope ou por falta de travamento no topo. | EF traz DOD de colapso em edificações metálicas e de pré-moldado; análise de cobertura industrial e metálica (só metadados). Casos de Toledo (pilares sem travamento no topo) vêm de relato. | McDonald & Mehta (2006); Stewart et al. (2016); Konthesingha et al. (2015) | foto de pilar, base, ligação viga-pilar; projeto quando houver | FATO (EF); transposição ao Brasil A CONFERIR |
| 9 | Existência de projeto conforme a norma (e ART) | Médio (B/C) | Projeto conforme NBR 6123 eleva a capacidade; ausência está associada a acidentes. | Os valores da norma e os ensaios convencionais de túnel ainda ajudam a prevenir danos em edificações baixas e médias no Brasil; acidentes em geral vêm de edificações não projetadas para o vento. | Loredo-Souza et al. (2019) | pergunta ao responsável; ART; memória de cálculo | FATO (resumo do artigo) |
| 10 | Massa da cobertura e peso próprio | Baixo (sem evidência direta lida) | Peso próprio resiste ao içamento; coberturas leves têm menos reserva. | Princípio de engenharia; não localizei curva publicada de dano por massa. | — | tipo e espessura da telha | HIPÓTESE |
| 11 | Obra em execução ou edificação incompleta | Baixo (só casos isolados) | Estrutura sem contraventamento definitivo e fechamentos incompletos são mais frágeis. | Só relato do evento de Toledo (pré-moldado de 13 m em obra caiu à tarde); sem estudo revisado por pares lido. | — | foto e data da obra | HIPÓTESE |
| 12 | Direção do vento em relação às fachadas | Alto para pressões (norma); fraco para downburst | Coeficientes de pressão dependem da direção; no downburst o escoamento diverge e a direção é menos definida. | Normas trazem cpe por direção; vento convectivo tem dispersão de direção maior (HIPÓTESE do motor VT-R: 35° contra 15° no sinótico). | NBR 6123; EN 1991-1-4; ASCE 7-22; Solari (2020) | orientação do portão e da cumeeira por coordenadas e fotos | FATO (normas); dispersão de direção em downburst = HIPÓTESE |