Ventos de ToledoSinistros de 29/09/2026 · mapa, análise e reforços
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Índice relativo; não é previsão para uma edificação específica; não substitui laudo com ART.

Atualizado em 01/11/2026 · Base científica · Método · Validação · Limites · Fontes · Fragilidade · Variáveis · Dados abertos

Limites e lacunas

6. Limites

O que não pode ser afirmado:

  1. Que uma edificação específica vá ou não ser danificada, ou a causa de um dano já ocorrido. O índice é relativo a uma população de referência e traz faixa.
  2. Probabilidades absolutas pequenas em extremos (< 1%): a previsão de rajada tem habilidade mínima em Brier nos extremos (seção 5.1).
  3. Desempenho em tornado: o motor não foi calibrado para tornado; a AS/NZS 1170.2 exclui expressamente tornado, a NBR 6123 não traz carga de tornado (texto não lido; A CONFERIR) e a ASCE 7-22 trouxe um capítulo novo para isso. Xanxerê (alto F2) e o surto de 2018 (até F3, 51 km de trajeto) mostram que ocorre no Sul.
  4. Valores de resistência brasileiros (fibrocimento, cerâmica, fixações, ancoragens, painéis solares, vidros): não há ensaio local lido; as capacidades vêm dos EUA e de Cuba.
  5. A NBR 6123: o mapa de V0 permaneceu igual em 2023; uma errata de 04/2025 existe e seu conteúdo não foi lido. Fontes secundárias discordam sobre o fator S3 (uma diz que a tabela foi atualizada em 2023; a ABECE diz que mapa e S3 serão revistos por errata). O motor VT-R usa S3 de 1988 (1,10; 1,00; 0,95; 0,88; 0,83); A CONFERIR contra o texto vigente. Loredo-Souza et al. (2023) propõem V0 de 30 a 48 m/s; o texto não cita Toledo nem Cascavel.
  6. Valor de V0 de Toledo: não localizado em fonte primária (lista de fabricante dá 45 m/s para Cascavel; para Toledo pede consulta).

Responsabilidade técnica e laudo:

  1. A ART é obrigatória para todo contrato de serviço de engenharia, incluindo laudo (Lei nº 6.496/1977, art. 1º; Resolução Confea nº 1.025/2009 e alterações; existe norma posterior citada pelo CREA-RS, nº 1.137, cuja vigência não foi verificada).
  2. Exigem laudo de engenheiro: causa do dano (vento extremo × vício construtivo), decisão de interdição, projeto de reforço, verificação à NBR 6123 de uma edificação e qualquer uso do resultado em disputa judicial ou seguro. O índice serve para priorizar vistorias e orientar perguntas, não para decidir.
  3. Todo resultado deve exibir versão do modelo, data dos dados e o aviso de que não substitui laudo.

8. As cinco lacunas de dados mais importantes

  1. Pares dano × vento local, incluindo edificações sem dano, com atributos construtivos, georreferenciados e por evento. Hoje só há os 15 registros do evento de Toledo e candidatos sem dano não verificados. Sem isso, não há validação de dano (seção 5.2).
  2. Rajada no local: INMET está a 37 km de Toledo e não há estação na cidade; núcleos de downburst têm escala de quilômetros. Falta rede densa (SIMEPAR 15 min), radar e laudo; é também o que limita a habilidade da previsão em extremos.
  3. Resistência real de componentes brasileiros: fibrocimento, telha cerâmica, fixações e parafusos, portões de correr e de enrolar, ancoragem de pilares pré-moldados, painéis solares. Não há curva local lida.
  4. Inventário de atributos construtivos em escala (cobertura, fixação, idade, aberturas): as bases abertas dão pegada e altura relativa, não material nem fixação.
  5. Efeito do entorno em vento convectivo: abrigo, detritos de vizinhos e quebra-ventos em downburst, onde o escoamento é descendente e divergente. A evidência de quebra-vento é para vento médio.

Anexos