Vento pela destruição
Quando não há estação no local, o dano é um medidor. Um poste que quebra ou tomba diz que o vento passou de certo valor. O método abaixo converte o dano em uma faixa de rajada, nunca num número único. HIPÓTESE
Estado do caso: sem número publicado. O site não publica velocidade estimada pelo método até chegarem os dados dos postes (pedido por LAI) e a calibração. Medições de estação do mesmo evento estão em /evento-29-09/.
O que já se sabe (PR-182, 29/09/2026)
- 28 postes caídos no trecho da PR-182 entre (-24,70377; -53,69887) e (-24,60091; -53,71647), cerca de 11 km; todos tombaram para leste ou sudeste. FATO Fonte: informação da Copel repassada ao projeto; o comunicado ainda será anexado.
- 35 postes danificados "somente na região da PR-182", segundo O Presente (01/10/2026). FATO A reportagem não fala em 28, em direção de queda nem em horário; não se presume que os 28 estejam entre os 35 (é provável, a confirmar). Outras notícias citam 11 postes destruídos entre Novo Sobradinho e Vila Nova (A CONFERIR) e a rodovia fechada no km 329 das 21h40 de 29/09 à 0h30 de 30/09.
- Hipótese de trabalho: rajada linear vinda de noroeste (NO) ou oeste (O), coerente com a queda para L ou SE. HIPÓTESE Falta o horário de cada queda para confirmar.
Como o método funciona
- Força do vento no poste: pressão dinâmica q = 0,613 × Vk² (NBR 6123:2023, item 4.2) vezes o coeficiente de arrasto do poste circular, a altura livre e o diâmetro (item 8.1.2, Tabelas 27 e 28).
- Força nos cabos: q × coeficiente do cabo × vão × diâmetro do cabo (item 8.2, Tabela 29); se o vento faz ângulo α com o cabo, só conta a parte perpendicular (sen² α).
- Capacidade do poste: a classe em daN (NBR 8451) dá o momento que o poste aguenta na base. Se o poste partiu, é essa capacidade que o vento alcançou (ruptura).
- Capacidade do solo: se o poste tombou inteiro, vale a resistência do solo no enterramento, que cai com a chuva dos 14 dias anteriores (solo saturado).
- Inversão: procura-se a menor rajada de referência (3 s, 10 m, campo aberto) para a qual o momento do vento alcança essa capacidade. A resposta sai como faixa de ±25% ESTIMATIVA.
Limites do método: o coeficiente de arrasto do poste cai quando o vento passa de certo ponto, então a força não cresce de forma regular; o resultado é o menor vento compatível com o dano. Parâmetros de solo e saturação não têm fonte e são HIPÓTESE; a classe do poste (NBR 8451) e alguns coeficientes da norma ainda são A CONFERIR.
O que falta para publicar números
| Dado | Por que é preciso | Situação |
|---|---|---|
| Coordenada de cada poste | cruzar com relevo, entorno e medições | A CONFERIR |
| Classe do poste (daN), altura e enterramento | define a capacidade na ruptura e no tombamento | A CONFERIR |
| Horário de cada queda | ligar cada poste à rajada medida e confirmar a direção | A CONFERIR |
| Modo de queda (ruptura, tombamento ou inclinado) | escolhe qual capacidade usar | A CONFERIR |
| Cabos: número, diâmetro, vão e ângulo com o vento | força extra no topo do poste | A CONFERIR |
| Chuva dos 14 dias anteriores, com fonte | estado do solo nos casos de tombamento | A CONFERIR |
| Calibração e validação | ajustar a escala e testar em outro evento com postes e vento medido | A CONFERIR |
Fontes e limites: cada dado entra com fonte e rótulo; o pedido à concessionária é por LAI. Triagem de engenharia; não é laudo e não aponta responsabilidade de ninguém.