Ventos de ToledoSinistros de 29/09/2026 · mapa, análise e reforços
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Glossário

Termos usados no site, em uma frase simples, com um exemplo do caso de Toledo (vendaval de 29/09/2026) e o motivo de cada um importar. Na primeira vez que um termo aparece em uma página, ele leva para esta lista. FATO

Rótulos: FATO (medido ou lido de arquivo), ESTIMATIVA (cálculo com premissa), HIPÓTESE (a testar), A CONFERIR (sem fonte). Triagem indicativa, não é laudo.

Ameaça

O que é: O fenômeno que pode causar dano, aqui o vento forte, com sua intensidade e direção.

Exemplo de Toledo (29/09): A ameaça de 29/09 foi uma linha de rajadas fortes, provavelmente do quadrante noroeste (hipótese).

Por que importa: Risco é ameaça combinada com exposição e vulnerabilidade; separar os três evita confusão.

ART

O que é: Anotação de Responsabilidade Técnica: documento que registra quem assume tecnicamente um projeto, laudo ou obra.

Exemplo de Toledo (29/09): Os laudos e projetos de reforço do site exigem ART de engenheiro.

Por que importa: O site é triagem e não substitui profissional com ART.

AUC

O que é: Nota de 0 a 1 de quanto um modelo separa os casos com dano dos sem dano (0,5 = acaso, 1 = perfeito).

Exemplo de Toledo (29/09): Com 15 pontos com dano, o índice v3 obteve AUC de 0,80 e o motor probabilístico, 0,59.

Por que importa: Dá uma medida objetiva de utilidade, mas com poucos casos é muito incerta.

Calibração

O que é: Ajuste de um modelo para que seus resultados se aproximem de medições.

Exemplo de Toledo (29/09): A escala do método dos postes só será ajustada quando houver classe, horário e modo de queda de cada poste.

Por que importa: Modelo sem calibração é hipótese; o site rotula assim.

CAPE

O que é: Energia disponível para a ascensão do ar numa tempestade, em joules por quilograma.

Exemplo de Toledo (29/09): Valores acima de 1.000 J/kg favorecem tempestades fortes.

Por que importa: O CAPE isolado separou melhor os dias de rajada forte que o modelo calibrado do site.

Classe do poste (daN)

O que é: Carga nominal que o poste aguenta aplicada perto do topo, em decanewtons (1 daN ≈ 1 kgf), definida na NBR 8451.

Exemplo de Toledo (29/09): Um poste de 300 daN suporta cerca de 300 kgf no topo.

Por que importa: A classe é o dado que falta nos 28 postes da PR-182 para estimar o vento; hoje está A CONFERIR.

Coeficiente de arrasto (Ca)

O que é: Número que diz quanto da pressão dinâmica vira força sobre um corpo, conforme a forma e a velocidade.

Exemplo de Toledo (29/09): Para um poste circular, Ca vale 1,2 em vento moderado e cai para 0,6 quando o vento é muito forte (Re acima de 4,2×10^5).

Por que importa: Sem o Ca não se converte vento em força; ele é o elo do método dos postes.

Curva de fragilidade

O que é: Gráfico que relaciona certo nível de dano à velocidade da rajada (o site não publica os percentuais).

Exemplo de Toledo (29/09): No motor do site, uma tipologia genérica sem projeto começa a ter dano muito antes (em rajada bem menor) do que um galpão com projeto.

Por que importa: Permite comparar tipologias e medidas de reforço; as curvas do site vêm de literatura e não estão calibradas.

Exposição

O que é: O que está no caminho da ameaça: construções, pessoas, postes, lavouras.

Exemplo de Toledo (29/09): Os hangares do aeródromo e os postes da PR-182 estavam expostos à rajada.

Por que importa: Sem exposição não há dano, mesmo com vento forte.

Faixa de incerteza

O que é: Intervalo em que o valor verdadeiro provavelmente está, em vez de um número único.

Exemplo de Toledo (29/09): O método dos postes entrega a rajada como faixa, com ±25% (estimativa) em torno do valor central.

Por que importa: Um número único passa falsa precisão; a faixa mostra o que se sabe.

Frente fria

O que é: Borda de uma massa de ar frio que avança sobre ar mais quente e levanta tempestades.

Exemplo de Toledo (29/09): Segundo o Simepar, uma frente fria passou pelo Paraná em 29/09 junto de uma linha de instabilidade.

Por que importa: Define a direção típica do vento forte: do quadrante oeste a sul.

IC90

O que é: Intervalo de confiança de 90%: faixa em que o valor real fica com 90% de confiança estatística.

Exemplo de Toledo (29/09): O AUC do motor probabilístico foi 0,59 com IC90 de 0,29 a 0,76: o intervalo inclui o acaso.

Por que importa: Mostra se um resultado pode ser apenas sorte.

Índice relativo

O que é: Número que compara construções entre si (maior = mais exposta), sem ser probabilidade.

Exemplo de Toledo (29/09): A classe v3 colocou os hangares do aeródromo entre os 3% mais expostos da base de Toledo.

Por que importa: Serve para priorizar vistorias, não para prever quem vai cair.

Instabilidade

O que é: Estado da atmosfera em que o ar quente e úmido sobe com facilidade e forma tempestades.

Exemplo de Toledo (29/09): Uma linha de instabilidade cruzou o Paraná em 29/09 junto de uma frente fria.

Por que importa: É a condição que antecede as rajadas fortes de tempestade.

Isopleta

O que é: Linha do mapa que une locais com o mesmo valor de V0.

Exemplo de Toledo (29/09): O oeste do Paraná fica numa região de transição entre linhas do mapa, por isso o valor exato de Toledo precisa ser lido na figura da norma.

Por que importa: Quem lê a linha errada subdimensiona ou superdimensiona a edificação.

LAI

O que é: Lei de Acesso à Informação: permite pedir a órgãos públicos dados que eles guardam.

Exemplo de Toledo (29/09): A classe, a altura e o horário de queda dos 28 postes serão pedidos à concessionária por LAI.

Por que importa: É o caminho para completar os dados que faltam ao método.

METAR

O que é: Boletim horário de tempo de aeroporto, com vento em nós (1 nó = 1,852 km/h).

Exemplo de Toledo (29/09): O METAR de Cascavel (SBCA) de 30/09 00h UTC registrou vento de 12 nós com rajada de 23 nós.

Por que importa: É uma medição independente, mas a rajada do METAR não é igual à rajada de 3 s da norma.

Momento fletor

O que é: Efeito de dobra de uma força, igual à força vezes a distância até o ponto de apoio.

Exemplo de Toledo (29/09): O vento sobre o poste de 11 m gera um momento na base; o poste rompe quando esse momento passa da capacidade da sua classe.

Por que importa: É a conta que decide se o poste quebra, tomba ou resiste.

NBR

O que é: Norma Brasileira da ABNT; a NBR 6123 trata das forças do vento nas edificações e a NBR 8451, dos postes de concreto.

Exemplo de Toledo (29/09): A NBR 6123:2023 traz o mapa de V0 e as fórmulas de força em postes e cabos usadas no método.

Por que importa: É a referência técnica oficial para projeto e perícia.

Pressão dinâmica (q)

O que é: Pressão que o vento exerce ao ser freado, q = 0,613 × Vk² (q em N/m², Vk em m/s).

Exemplo de Toledo (29/09): Com Vk = 29,1 m/s (a rajada de 104,8 km/h), q é de cerca de 520 N/m², isto é, 52 kg por metro quadrado de superfície.

Por que importa: A força no telhado, no poste e no cabo é a pressão dinâmica multiplicada por coeficientes e áreas.

Rajada

O que é: Pico curto de vento, em geral médio de 3 segundos, bem acima do vento médio da hora.

Exemplo de Toledo (29/09): Na estação de Marechal Cândido Rondon a rajada da noite de 29/09/2026 chegou a 104,8 km/h, com vento médio da hora de apenas 0,7 m/s.

Por que importa: A construção quebra pela rajada, não pelo vento médio; por isso o site compara rajadas.

Rajada descendente (downburst)

O que é: Corrente de ar que desce de uma tempestade e se espalha ao bater no solo, com vento forte e curto.

Exemplo de Toledo (29/09): Danos em linha ou em leque, com destroços espalhados na mesma direção, sugerem rajada descendente.

Por que importa: O site não reproduz downburst no índice de terreno; o motor probabilístico tem um modo para ele.

Rajada linear

O que é: Vento forte e reto, de frente de tempestade, que derruba tudo na mesma direção.

Exemplo de Toledo (29/09): Os 28 postes da PR-182 caíram todos para L ou SE, padrão de rajada linear vinda de NO ou O (hipótese).

Por que importa: Danos na mesma direção dizem de onde veio o vento.

Risco

O que é: Combinação de ameaça, exposição e vulnerabilidade: a chance e a gravidade do dano.

Exemplo de Toledo (29/09): Um aviário sem projeto numa área de rajadas fortes tem risco maior que um galpão com projeto no mesmo lugar.

Por que importa: O site não calcula probabilidade de dano por edificação; mostra índices relativos de risco.

Ruptura

O que é: Quebra do poste (ou da peça) porque o momento passou da sua resistência.

Exemplo de Toledo (29/09): Poste partido ao meio, com o toco ainda de pé, indica ruptura.

Por que importa: Ruptura aponta a rajada que alcançou a resistência do material.

S1 (relevo)

O que é: Fator da NBR 6123 que corrige o vento por morros, taludes e vales.

Exemplo de Toledo (29/09): Um galpão no topo de um espigão leva mais vento que outro igual no fundo do vale.

Por que importa: O site calcula um S1 estimado a partir do relevo para comparar locais.

S2 (rugosidade do terreno)

O que é: Fator da NBR 6123 que corrige o vento pela altura acima do solo e pela rugosidade do terreno (campo, cidade, mata).

Exemplo de Toledo (29/09): Num campo aberto a rajada na altura de 10 m é a de referência; em área urbana densa o mesmo vento é menor ao nível do telhado.

Por que importa: Altura e entorno mudam a carga; a tabela de S2 usada no site ainda está A CONFERIR na norma.

S3 (fator estatístico)

O que é: Fator da NBR 6123 que ajusta a carga conforme o uso da edificação e a vida útil considerada.

Exemplo de Toledo (29/09): Hospitais e escolas usam fator maior que um galpão agrícola.

Por que importa: Define o quanto de segurança extra a norma exige para cada tipo de uso.

Sinótico

O que é: De grande escala: o vento sinótico é o do tempo geral (frentes, anticiclones), diferente do local de tempestade.

Exemplo de Toledo (29/09): O mapa de V0 da norma representa principalmente ventos sinóticos extremos.

Por que importa: O vento de tempestade pode ser mais forte e mais curto que o sinótico.

Solo saturado

O que é: Solo encharcado, em que a água ocupa os vazios e o terreno perde resistência.

Exemplo de Toledo (29/09): Setembro de 2026 teve vários eventos de tempestade, e a chuva dos 14 dias antes de 29/09 ainda será consultada para saber se o solo dos postes estava encharcado.

Por que importa: Com solo saturado, um vento menor derruba o mesmo poste.

Tombamento

O que é: Queda do poste inteiro por perda de apoio no solo, sem quebrar.

Exemplo de Toledo (29/09): Poste caído com a base arrancada do buraco indica tombamento.

Por que importa: Nesse caso a resistência é a do solo, e o solo molhado resiste menos.

V0 (velocidade básica)

O que é: Rajada de 3 s a 10 m de altura, em campo aberto, excedida em média uma vez em 50 anos, lida no mapa da NBR 6123.

Exemplo de Toledo (29/09): Para Toledo, V0 está entre 45 e 50 m/s (base 45 m/s, leitura do mapa, estimativa).

Por que importa: É o ponto de partida das cargas de projeto; com 50 em vez de 45 m/s, as cargas sobem 23,5%.

Validação

O que é: Teste do modelo com dados que não foram usados para ajustá-lo, de preferência outro evento.

Exemplo de Toledo (29/09): A validação do estimador de postes exige outro evento com postes e vento medido.

Por que importa: Sem validação não se sabe se o modelo acerta fora do caso em que foi ajustado.

Vento médio

O que é: Velocidade do vento média de um intervalo (10 minutos ou 1 hora), sem os picos.

Exemplo de Toledo (29/09): No mesmo horário da rajada de 104,8 km/h, o vento médio da hora registrado foi de 0,7 m/s.

Por que importa: Mostra que médias escondem o pico: dizer apenas "vento médio" subestima o dano.

Vulnerabilidade

O que é: Quanto uma construção tende a se danificar quando exposta a determinado vento.

Exemplo de Toledo (29/09): Telhas fixadas a cada três cristas são mais vulneráveis que telhas fixadas a cada crista.

Por que importa: É onde a engenharia pode agir: reforçar fixações e ancoragens reduz a vulnerabilidade.

Vórtice (tornado)

O que é: Coluna de ar em rotação em contato com o solo e com a nuvem, com vento que gira.

Exemplo de Toledo (29/09): O Simepar informou não ter encontrado indício de tornado em Toledo em 29/09.

Por que importa: A distinção importa: tornado deixa danos em giro; rajada linear, danos numa só direção.