Motor de risco de dano e colapso por vento
O motor VT-R estima, para uma edificação no Paraná, a probabilidade de dano leve, moderado, severo e de colapso por vendaval e a perda esperada em percentual do valor de reposição. Combina o vento (rajada informada, previsão de 7 dias, clima do local ou, depois do evento, o modo forense), o terreno e a construção: geometria, materiais, fixações, ancoragens, travamentos e aberturas. Também mostra quanto cada medida preventiva reduz o risco. Cada componente (cobertura, fixações, terças, portões, pressão interna, fechamentos, pórticos, ancoragem, detritos, muros) é sorteado em 3.000 realizações (Monte Carlo).
Tipologias genéricas
No site público, o motor opera com fichas genéricas (A1 a A6) e com a ficha que a própria pessoa preencher. As fichas das edificações monitoradas apontam para esta seção, sem atribuir tipologia nem probabilidade a edificação identificável.
| Id | Tipologia genérica | Classe de fragilidade | Rajada com 50% de dano moderado | Rajada com 50% de colapso | Referência na escala EF |
|---|---|---|---|---|---|
| A1 | galpão metálico com projeto | baixa | 164 km/h | 184 km/h | MBS DOD2 portões 143 / DOD3 painéis 153 |
| A2 | barracão fibrocimento sem projeto | moderada | 132 km/h | 141 km/h | FR12 DOD2 cobertura <20% 127 |
| A3 | aviário | muito alta | 85 km/h | 96 km/h | SBO DOD2 painéis 119 |
| A4 | hangar (portão de correr) | moderada | 137 km/h | 174 km/h | MBS DOD2 portões 143 |
| A5 | residência telha cerâmica | moderada | 143 km/h | 151 km/h | FR12 DOD2 127 |
| A6 | quadra coberta aberta | alta | 118 km/h | 139 km/h | SSC DOD3 painéis 148 |
Classe pela rajada de 50% de dano moderado: abaixo de 100 km/h, muito alta; 100 a 125, alta; 125 a 150, moderada; a partir de 150, baixa (limiares fixados a priori: HIPÓTESE). São fichas genéricas, não edificações reais: a adequação construtiva de qualquer edificação identificável é A CONFERIR.
Carregando o motor…
Curva de fragilidade da edificação
Clique em “Curva de fragilidade” para ver a probabilidade de cada estado de dano em função da rajada.
Medidas preventivas e seu efeito
Clique em “Medidas preventivas”. O motor reaplica o cálculo com cada medida e ordena pela redução da perda esperada. Ver também o catálogo de reforços e o cartão de alerta.
Depois do vendaval: dano observado × vento de projeto
Previsão calibrada no Paraná ESTIMATIVA
Foram pareados 15.543 dias-estação (25 estações INMET, 2024–2026) com a previsão Open-Meteo da véspera. A rajada medida passou de 72 km/h em 0,2% dos dias com CAPE previsto abaixo de 250 J/kg e em 3,2% dos dias com CAPE acima de 2.000 J/kg. No teste de 2026, fora da calibração, o modelo previu 41 a 42 dias com rajada ≥ 72 km/h para 40 observados (AUC 0,76). A calibração acerta a frequência, mas não discrimina melhor que o CAPE sozinho (ver Validação). No /risco/ a probabilidade calibrada aparece ao lado do limiar fixo; os alertas do Telegram continuam com o limiar fixo.
Validação no caso local: Toledo, 29/09/2026
Método (fixado antes de rodar). O motor foi executado nos 15 pontos com dano da vistoria e em 4.525 locais de comparação sem dano relatado (células de ~0,5 km com edificações de 400 m² ou mais; não verificados: pode haver dano não relatado), com a rajada medida em cada evento (73,4 km/h à tarde e 104,8 km/h à noite, estação A820 do INMET, a 37 km FATO) e a direção atribuída ao evento (noroeste à tarde e oeste à noite HIPÓTESE). A tipologia genérica (A1, A2 ou A5) foi escolhida somente pela área da pegada, com a mesma regra para todos os pontos; a exposição por direção (razão de rajada e abrigo) vem do modelo do Caminho do vento. A medida de discriminação é a AUC: probabilidade de um ponto com dano receber valor maior que um local de comparação. Nenhum parâmetro do motor foi alterado para melhorar o resultado.
| Modelo ou regra | AUC | Intervalo de 90% (reamostragem por local) |
|---|---|---|
| MOTOR VT-R (A1, A2 ou A5 pela área; P(DS≥2)) (resultado principal) | 0,586 | 0,29 a 0,76 |
| motor: P(DS≥1) | 0,672 | 0,38 a 0,85 |
| motor: P(colapso) | 0,583 | 0,25 a 0,78 |
| motor: perda esperada | 0,626 | 0,30 a 0,82 |
| motor: direção do vento desconhecida | 0,544 | 0,45 a 0,62 |
| motor: tipologia única A1 (isola geometria e exposição) | 0,689 | 0,63 a 0,74 |
| motor: tipologia única A2 (isola geometria e exposição) | 0,682 | 0,53 a 0,79 |
| motor: tipologia única A5 (isola geometria e exposição) | 0,687 | 0,46 a 0,80 |
| motor: média dos 6 arquétipos (tipologia desconhecida) | 0,811 | 0,74 a 0,85 |
| motor: mapeamento oráculo (INFLADO: tipologia descrita só nos danificados) | 0,605 | 0,16 a 0,82 |
| v2 (terreno) | 0,791 | 0,73 a 0,87 |
| v3 neutro (sem tipologia) | 0,797 | 0,75 a 0,85 |
| v3 oráculo (tipologia só nos danificados: INFLADO) | 0,864 | 0,72 a 0,94 |
| aleatório | 0,517 | 0,42 a 0,63 |
| regra simples: área ≥ 700 m² (binária) | 0,531 | 0,34 a 0,72 |
| regra simples: área ≥ 1000 m² (binária) | 0,488 | 0,35 a 0,69 |
| regra simples: área (contínua) | 0,607 | 0,46 a 0,81 |
O que a validação prova
- Com ficha genérica e tipologia inferida pela área, o motor não melhora a triagem por localização: AUC 0,59 contra 0,80 do modelo v3 e 0,53 da regra de área ≥ 700 m².
- A tipologia pela área piora o resultado: as edificações grandes, com provável projeto estrutural (pegada acima de 1.500 m²; 4 dos 15 pontos), receberam probabilidade de dano moderado inferior a 2% e foram danificadas. Isso concorda com o retroteste anterior: o conjunto dos danos só fica provável com rajada local de 120 a 140 km/h ou com construção mais fraca que o padrão suposto HIPÓTESE.
- Sem a tipologia (média dos seis arquétipos), o desempenho (0,81) vem do terreno e da direção, que o v2 e o v3 já capturam.
O que não prova
- Não prova que o motor erre com a ficha real: os danificados foram vistoriados, e a construção pode ser mais fraca que o padrão genérico. A ficha real (fotos, fixações, ancoragens) ainda não foi aplicada aos 15 pontos.
- São 15 pontos em 6 locais independentes: o intervalo é largo (limite inferior abaixo do acaso). Os locais de comparação não foram verificados, a rajada local não foi medida (estação a 37 km) e a direção é atribuída, não medida no ponto.
- A probabilidade absoluta não pôde ser verificada: à noite (104,8 km/h) a P(dano moderado ou maior) média nos locais de comparação é 7,6% (soma de 343 células), contra 8 pontos com dano relatado no evento; à tarde (73,4 km/h), 0,5% contra 7. Ou há muito dano não relatado, ou o motor superestima: os dados atuais não separam as duas hipóteses A CONFERIR.
Auditoria do motor (26/10/2026)
- Paridade Python × JavaScript: 32 casos, diferença máxima 5,55e-17 FATO. A interface foi testada botão a botão (Node e navegador).
- Calibração da previsão, reproduzida (treino 2024–2025, teste 2026; 12.152 e 3.391 dias-estação): AUC 0,757 (≥ 72 km/h) e 0,761 (≥ 90 km/h), contra 0,754 e 0,759 publicados; dias previstos × observados com ≥ 72 km/h: 41,2 × 40; com ≥ 90 km/h: 10,5 × 10. Os coeficientes reproduzidos diferem um pouco dos publicados (expoente da rajada prevista 4,12 contra 3,88).
- Limite da calibração: o CAPE sozinho discrimina melhor no teste de 2026 (AUC 0,81 e 0,82) do que o modelo calibrado, e o escore de Brier supera a climatologia em cerca de 4% (≥ 72 km/h) e 0% (≥ 90 km/h). A previsão calibrada acerta a frequência, mas pouco acrescenta ao CAPE na discriminação; os dias-estação não são independentes (27 dias distintos com ≥ 90 km/h). Intervalo de 90% da AUC de 2026 por estação: 0,62 a 0,87 ESTIMATIVA.
- Previsão bruta: em 15.543 dias-estação, a rajada prevista na véspera chegou a 90 km/h em 3 dias, sem acerto, contra 36 dias com 90 km/h medidos FATO.
- NBR 6123: a tabela S2 (b, p, Fr) e o V0 de Toledo não foram conferidos em fonte oficial: a norma é paga e o catálogo público da ABNT não traz o conteúdo. O V0 padrão de 45 m/s e a tabela transcrita ficam A CONFERIR.
Os 15 parâmetros que mais movem o resultado
| # | Parâmetro | P(DS≥2), p.p. | Perda, p.p. | Origem |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Vento característico de projeto V0·S3 (V0 padrão 45 m/s, S3 = 1,0) | 12,2 | 14,2 | NBR 6123 (norma brasileira; valor A CONFERIR) |
| 2 | Coeficiente γf × viés de resistência (nível de projeto) | 5,3 | 6,7 | premissa de projeto (abordagem HAZUS, EUA; valor = HIPÓTESE) |
| 3 | S2: fator de rajada Fr, classe B (0,98) | 6,9 | 2,8 | NBR 6123 (norma brasileira; transcrição A CONFERIR) |
| 4 | Incerteza da rajada local em tempestade (β = 0,25) | 5,4 | 4,0 | premissa sem fonte (HIPÓTESE) |
| 5 | Fator do sistema de pórtico não engenheirado (0,6) | 3,6 | 5,0 | premissa sem fonte (HIPÓTESE) |
| 6 | S2: fator de rajada Fr, classe C (0,95) | 4,1 | 2,6 | NBR 6123 (norma brasileira; transcrição A CONFERIR) |
| 7 | S2: parâmetro b, categoria II, classe C (1,00) | 3,7 | 1,6 | NBR 6123 (norma brasileira; transcrição A CONFERIR) |
| 8 | S2: parâmetro b, categoria III, classe B (0,94) | 3,3 | 1,7 | NBR 6123 (norma brasileira; transcrição A CONFERIR) |
| 9 | S2: parâmetro b, categoria II, classe B (1,00) | 3,6 | 1,1 | NBR 6123 (norma brasileira; transcrição A CONFERIR) |
| 10 | Resistência do portão de correr grande (0,6 kPa × estado regular 0,85) | 3,5 | 1,1 | LITERATURA ESTRANGEIRA |
| 11 | Fator de fadiga das fixações sob tempestade (0,95) | 1,8 | 1,2 | LITERATURA ESTRANGEIRA |
| 12 | Resistência da ligação terça–viga pregada (1,5 kN) | 2,5 | 0,3 | sem fonte verificada (A CONFERIR) |
| 13 | cpe do telhado, zona J, 15° (−1,0) | 2,6 | 0,1 | LITERATURA ESTRANGEIRA |
| 14 | Fator do sistema de pórtico travado (1,0) | 1,2 | 1,5 | premissa sem fonte (HIPÓTESE) |
| 15 | Expoente de rugosidade no downburst (0,5) | 1,7 | 0,9 | LITERATURA ESTRANGEIRA |
O parâmetro mais influente é o vento característico de projeto (V0 × S3), que define a resistência dos componentes com projeto e não foi conferido na norma. Dados completos: motor_validacao.json. Próximo passo: fichas reais vistoriadas, locais sem dano confirmados, sinistros de seguradoras e ensaios de arrancamento de fixações nacionais.
Contribuir para a pesquisa (opcional)
Por padrão, nada é enviado ao servidor. Se a pessoa quiser ajudar a calibrar o motor, pode enviar a ficha anonimizada da edificação: coordenada arredondada a ~1 km, sem foto, sem vídeo, sem contato e sem texto livre. A ficha entra na fila de moderação das ocorrências e só é usada em pesquisa e calibração.
Como levantar os dados por fotos e vídeos
| Dado | O que fotografar ou filmar | Como identificar | Se ficar desconhecido |
|---|---|---|---|
| Material da cobertura | Foto aproximada de uma telha e da borda do telhado. | Ondas largas cinza: fibrocimento. Chapa com nervuras retas: aço trapezoidal. Peças cerâmicas encaixadas: cerâmica. | escolher o material mais próximo (não há opção “desconhecido” para o material) |
| Fixações por apoio | Foto de cima (escada ou drone) ou de baixo, mostrando uma terça inteira com as cabeças dos parafusos. | Contar parafusos/ganchos por telha em cada terça, no miolo e nas faixas de borda. | desconhecido (o motor sorteia entre abaixo do padrão, padrão e reforçado) |
| Vão entre terças | Foto interna com trena ou objeto de tamanho conhecido. | Distância entre eixos de terças. | 1,5 m |
| Estado das telhas e fixações | Detalhe de arruelas, ganchos e telhas. | Ferrugem, arruelas ressecadas, trincas, telhas já levantadas. | desconhecido (fator 0,85) |
| Ligação terça–viga | Foto interna do apoio de uma terça sobre a viga ou tesoura. | Parafusos (quantos), solda, prego, arame ou só apoiada. | 1 parafuso |
| Ancoragem da cobertura | Foto do topo do pilar ou da parede onde a viga/tesoura apoia. | Chumbador, inserto soldado, ferro de espera dobrado ou nada. | chumbadores |
| Sistema estrutural | Vídeo interno percorrendo o vão; foto do topo dos pilares. | Vigas ou tirantes ligando o topo dos pilares; contraventamento em X; obra inacabada. | travada |
| Paredes | Foto da fachada inteira e de um canto. | Cintas e pilaretes aparentes, altura livre, espessura, painéis pré-moldados ou telha metálica. | alvenaria confinada |
| Aberturas | Vídeo 360° por fora, fachada por fachada. | Portões (tipo, largura, altura, trava nas guias), janelas (área, tipo de vidro), quais ficam abertos no dia a dia. | nenhuma informada |
| Entorno a 100 m | Vídeo girando 360° a partir da edificação. | Árvores (altura e distância), coberturas leves, obras e materiais soltos, edificações mais altas (abrigo). | sem árvores e sem detritos |
| Muros | Foto do muro inteiro e do topo. | Altura, espessura, pilares a cada 3 m ou menos. | nenhum |
| Painéis solares | Foto dos trilhos e da fixação no telhado. | Fixação dimensionada (projeto) ou improvisada (ganchos de telha sem cálculo). | sem painéis |
| Localização | Pino no mapa ou coordenadas do GPS do celular. | Edificações do monitoramento já têm exposição por direção; nas demais, escolha a categoria do terreno. | categoria III |
Ficha em JSON: use “Exportar ficha” para guardar o levantamento e anexar ao relatório. Fotos e vídeos permanecem com quem os produziu: não há envio de arquivos ao servidor, e o motor só usa os campos preenchidos.
Base científica
Vento no local. Rajada de 3 s a 10 m levada à altura da edificação pelo fator S2 da NBR 6123, pelo fator topográfico S1 e pelo abrigo de obstáculos. Em tempestades, o perfil vertical é o de downburst de Wood & Kwok (1998). Pressão dinâmica q = 0,613·V².
Pressões. Coeficientes externos por zona do telhado e das paredes (EN 1991-1-4, como proxy das tabelas da NBR 6123) com efeito da área de influência. Pressão interna pelo equilíbrio de vazão nas aberturas: um portão rompido a barlavento leva a pressão interna até +0,8, e o motor refaz o cálculo em cascata.
Resistências. Fixações de telhas (ensaios de arrancamento de 1,2 a 1,5 kN por fixação em telhas de aço; padrão da NBR 7196 para fibrocimento), terças, ancoragens, portões (ensaios de 0,42 a 1,75 kPa), vidros, alvenarias, muros, pórticos (nível de projeto) e árvores (escala EF). As resistências variam ao acaso, como no modelo HAZUS (Vickery et al., 2006). Valores sem ensaio local estão marcados A CONFERIR ou HIPÓTESE no arquivo de parâmetros (vt_parametros_v1.json).
Conferência com a escala EF e com 29/09/2026
O retroteste anterior (rajada de 105 km/h à noite) dá probabilidade de 55% ao rompimento dos portões dos hangares e de 59% ao colapso de pilares sem travamento no topo. Os danos da tarde só ficam prováveis com rajada local de ao menos 140 km/h, acima dos 73 km/h medidos a 37 km. Isso indica que o núcleo da tempestade não passou pela estação, ou que a resistência real era menor que a suposta HIPÓTESE.
Perguntas frequentes
O que o motor calcula?
A probabilidade de uma edificação sofrer dano leve, moderado, severo ou colapso por vento, e a perda esperada em percentual do valor de reposição, para uma rajada informada, para a previsão dos próximos 7 dias ou para o clima do local. As probabilidades absolutas são hipótese: dependem de curvas de fragilidade da literatura estrangeira.
De onde vêm os números?
Coeficientes de pressão da EN 1991-1-4 (proxy da NBR 6123), resistências de componentes da literatura (ensaios de fixações, portões e indicadores de dano da escala EF), previsão Open-Meteo calibrada com rajadas medidas pelo INMET no Paraná e climatologia das estações INMET. Cada valor tem fonte e rótulo no arquivo de parâmetros.
O resultado é um laudo?
Não. É uma estimativa probabilística para comparar cenários, priorizar vistorias e medidas. Projeto, laudo e intervenção exigem engenheiro com ART, vistoria e, quando indicado, ensaios.
O motor já foi testado em Toledo?
Sim, e o resultado é modesto: com tipologia genérica, o motor separou os pontos com dano de 29/09/2026 dos demais apenas pouco acima do acaso (AUC 0,59), abaixo do modelo v3 do site (0,80). A validação completa, com o que prova e o que não prova, está na seção Validação.
Meus dados são enviados ao servidor?
Não por padrão. O cálculo roda no navegador. O envio da ficha anonimizada (coordenada a 1 km, sem foto, sem contato, sem texto livre) só ocorre se a caixa de consentimento for marcada e o botão acionado.
Métodos, parâmetros e fontes: Referências · Fontes · parâmetros do motor (JSON) · tipologias (JSON) · perda anual esperada · reforços. Para quem: prefeituras · seguradoras · indústria e agro · pessoas · preços.