Índice relativo; não é previsão para uma edificação específica; não substitui laudo com ART.
Atualizado em 01/11/2026 · Base científica · Método · Validação · Limites · Fontes · Fragilidade · Variáveis · Dados abertos
Validação
5. Validação
5.1 Perigo (previsão de rajada)
FATO medido neste projeto (25 estações INMET do PR, 15.543 estação-dias, 01/2024 a 09/2026):
- A rajada observada ≥ 72 km/h ocorreu em 0,184% dos dias com CAPE < 250 J/kg, 1,249% com 250–1000, 2,144% com 1000–2000 e 3,157% com CAPE > 2000. Para ≥ 90 km/h: 0,040%, 0,220%, 0,617% e 0,631%.
- A rajada diária prevista na véspera (Open-Meteo, best_match) ≥ 90 km/h ocorreu em 3 dias, sem nenhum acerto, contra 36 dias com ≥ 90 km/h observados. Para ≥ 72 km/h: 39 dias previstos, 13 acertos, 156 observados.
- Modelo logit calibrado (rajada prevista + CAPE), teste em 2026: ≥ 72 km/h, 40 eventos, 42,3 previstos, AUC 0,754, BSS 0,034; ≥ 90 km/h, 10 eventos, 10,5 previstos, AUC 0,759, BSS ≈ 0,00. Conclusão: o número de dias com evento sai calibrado em média, mas o ganho de Brier sobre a frequência de base é de 0,03 e ≈ 0 e a discriminação é moderada (AUC ≈ 0,75); isso é coerente com a fraqueza em extremos relatada para o estimador atual (AUC de 0,59 a 0,80).
Plano de validação recomendado:
- Calibração: curva de confiabilidade, inclinação e intercepto de calibração (Van Calster et al. 2019), decomposição de Brier em confiabilidade, resolução e incerteza (Murphy 1986), Brier skill contra a climatologia.
- Discriminação: AUC com intervalo por bootstrap em blocos de dias e, para eventos raros, EDI/SEDI (Ferro & Stephenson 2011) e curva precisão-revocação, porque a AUC se mantém alta mesmo quando quase todos os positivos raros são perdidos.
- Extremos: regras de pontuação ponderadas pela cauda (Gneiting & Ranjan 2011), estratificação por classe de CAPE e por tipo de evento, e relatório separado dos 10 maiores eventos.
- Validação cruzada por evento (deixar um evento de fora) e por bloco espacial, porque os eventos são poucos e correlacionados.
5.2 Dano
- Dados necessários: por edificação, atributos, posição, rajada local estimada e desfecho (sem dano, DS1–DS4) em cada evento, incluindo as sem dano. A lista interna de candidatos a controle tem 4.540 candidatos a controle, mas é amostra sem verificação (viés de seleção).
- Métricas por edificação: Brier e log score para eventos binários (perda de cobertura sim/não), calibração por faixa de probabilidade, correlação de postos (Spearman) entre índice e DS observado.
- Métricas agregadas: erro da perda por distrito, como em Prahl et al. (2015) e Pinelli et al. (2008, validação contra perdas seguradas).
- Extremos: desempenho nas 10% maiores rajadas locais separado do restante.
- Comparação com modelos de controle (EF por DOD, sigmoide de Emanuel): o modelo por componentes só se justifica se superar esses controles fora da amostra.
5.3 Dados que faltam e coleta com consentimento (LGPD)
- Coletar só atributos técnicos da edificação (tipologia, cobertura, fixação, aberturas, ano aproximado), sem nome, CPF ou endereço completo. Guardar coordenadas arredondadas a 2 casas (≈ 1 km) e um identificador anonimizado.
- Foto e vídeo: desfocar rostos, placas e documentos antes de armazenar; remover metadados EXIF de localização exata.
- Base legal: consentimento livre, informado e para finalidade determinada (LGPD, art. 5º XII e art. 7º I). Estudos por órgão de pesquisa admitem outra base, com anonimização sempre que possível (art. 7º IV). Dados anonimizados saem do âmbito da lei se a anonimização não for reversível por meios razoáveis (art. 12). Link oficial: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm (aberto em 01/11/2026). Enquadramento do projeto como "órgão de pesquisa": A CONFERIR com o jurídico.
- Vistorias com ART quando houver laudo (seção 6). Pedir ao SIMEPAR séries de 15 min e laudo meteorológico por solicitação formal (http://www2.simepar.br/site_pw/faleconosco).