Metodologia da classe v3 de vulnerabilidade ao vento
Como o site classifica cada construção em baixa, moderada, alta ou muito alta: variáveis, fórmula, pesos, limites, origem de cada escolha, exemplo numérico e limitações. No código a classe chama-se periculosidade v3; aqui o termo "vulnerabilidade" significa exposição relativa ao vento, não probabilidade de dano. Rótulos: FATO (medido ou lido de arquivo), ESTIMATIVA (cálculo com premissa), HIPÓTESE (a testar), A CONFERIR (sem fonte). Triagem indicativa, não é laudo.
Em linguagem simples: de onde vem a classe
A classe (baixa, moderada, alta ou muito alta) é uma comparação, não uma previsão de dano. Para cada construção, o site pergunta: "nos ventos mais comuns da região, esta construção tende a levar mais ou menos vento que as demais?"
- O terreno e o entorno: morros, vales, matas, construções vizinhas e lavouras aceleram ou freiam o vento. Um modelo de computador calcula isso para 16 direções.
- A direção do vento: nos últimos 21 anos, o vento forte em Toledo veio mais de norte, nordeste e noroeste. Essas direções valem mais na conta.
- A construção: tamanho, altura, forma, tipo de cobertura (galpão leve ou casa) e se há vizinhos que abrigam ou altos que "empurram" o vento para baixo.
- A comparação: o resultado de cada construção é colocado numa fila com as 11.505 construções mapeadas no raio de 10 km do aeródromo de Toledo. Os 25% menos expostos são "baixa"; do meio, "moderada" e "alta"; os 5% mais expostos, "muito alta".
O que a classe não diz: se a construção vai cair, nem a chance de isso ocorrer. Ela serve para priorizar onde olhar primeiro. Ela marca muitas construções sem dano como "alta" (cerca de 42%), foi testada com poucos casos reais (15) e não substitui a vistoria de um engenheiro. HIPÓTESE
A fórmula e a classe
Para uma edificação, em cada uma das 16 direções k de onde o vento pode vir (N, NNE, NE… NNO, a cada 22,5°):
v3 = Σk=1..16 wk · ( gk · Fk )² Fk = Gprojk · f_abrigok · f_degrauk · K_tipo · R_tamanho (× Fm, só nas fichas cadastradas) v2 (só terreno) = Σ wk · gk²
- gk: razão de rajada do terreno em relação a um terreno plano e aberto (1,00 = neutro; > 1 acelera), vinda do modelo de terreno (seção Terreno).
- wk: peso climático da direção k (soma = 1), das horas com rajada ≥ 50 km/h em 2005–2025 (tabela abaixo).
- Fk: fator da edificação na direção k (geometria, abrigo, degrau, tipo e tamanho).
Classes (por percentis da distribuição de v3 das 11.505 edificações do OpenStreetMap a até 10 km do hangar de Toledo): baixa < 0,522 ≤ moderada < 0,771 ≤ alta < 1,168 ≤ muito alta (P25, P75 e P95). Para o terreno sem edificação, usa-se o índice v2 da célula e os limites das células (P25, P75, P95 = 0,781, 0,967, 1,142). ESTIMATIVA
O que NÃO entra na classe v3: V0, S1, S2 e S3 da NBR 6123, CAPE, previsão, tipo de telha, fixações, ancoragens, estado de conservação. O v3 é relativo (compara construções entre si) e por isso as lacunas da norma (V0 e S2 de Toledo, seção Norma) não alteram a classe v3; elas afetam o motor VT-R de probabilidade de dano (/motor/), que é outra ferramenta.
Todas as variáveis que entram na classe v3
Lista conferida contra o código (d09_modelo_v3.py, vento_modelo.py, m8_edif_v3.py). Regra anti-circularidade: todos os coeficientes da coluna "Valor" foram fixados antes de olhar a métrica; nenhum foi ajustado para acertar os pontos com dano.
| Grupo | Variável | Entra em | Valor / fórmula | Origem da escolha | Rótulo | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Terreno | Relevo (altitude) | gk | Copernicus GLO-30 (modelo de superfície, 30 m), suavizado; declividade e topografia linear | dado aberto (Copernicus); método de topografia linear da literatura (citação do código) | ESTIMATIVA | — |
| Terreno | Cobertura do solo | gk (via rugosidade z0) | ESA WorldCover 2021 (10 m): árvores, arbustos, pastagem, lavoura, construído, solo, água, várzea | dado aberto (CC BY 4.0) | FATO | — |
| Terreno | Rugosidade z0 por classe de cobertura | gk | árvores 0,03; arbustos 0,25; pastagem 0,03; lavoura 0,05; construído 0,03; solo exposto 0,01; água 0,0002; várzea 0,05 (m); referência plano aberto z0 = 0,03 m | julgamento de engenharia (valores de tabelas de rugosidade de literatura, citação do código) | ESTIMATIVA | — |
| Terreno | Edificações e árvores do OpenStreetMap | gk (arranjo de obstáculos) e abrigo | pegadas, altura (tag height; níveis × 3 m; padrão por tipo 6/5/3/3,5 m, limite 2–120 m), árvores isoladas 8 m, matas 15 m (extrato de 20/10/2026) | dado aberto (ODbL); alturas padrão = julgamento | ESTIMATIVA | — |
| Terreno | Modelo de rajada por direção (g) | gk | rugosidade de arranjo de obstáculos (modelo de 1998) e de dossel de árvores (1969), camada limite interna (1958), aceleração topográfica linear (teoria linear de escoamento sobre colinas), abrigo de barreiras (modelos de 1977 e 1981), esteira de separação, canalização em vales, fator de rajada G = 1 + 3·Iu (EN 1991-1-4 e literatura de rajada); grade de 30 m, 16 direções, média de janela 3×3 na edificação | composição de métodos de literatura, sem calibração local (HIPÓTESE do modelo). Citações vindas dos comentários do código (autores omitidos nesta página; ver vento_modelo.py), ainda não verificadas uma a uma | HIPÓTESE | A CONFERIR |
| Clima | Peso climático wk | wk | horas com rajada ≥ 50 km/h por setor de 22,5°, 2005–2025, normalizadas (tabela abaixo) | dado de reanálise (Open-Meteo); contagem | ESTIMATIVA | — |
| Edificação | Pegada (L, W, φ, área A) | Gproj, R_tamanho | retângulo mínimo rotacionado da pegada do OSM: lado maior L, menor W, azimute φ do eixo maior; A = área da pegada (≥ 8 m²) | dado aberto (OSM); geometria = cálculo | FATO | — |
| Edificação | Altura h | f_abrigo, f_degrau | OSM height; ou níveis × 3 m; ou padrão por tipo (industrial/comercial 6 m; agro 5 m; estufa 3 m; demais 3,5 m); limitada a 2–120 m | dado aberto; padrão = julgamento | ESTIMATIVA | — |
| Edificação | Tipo de cobertura K_tipo | Fk | leve (industrial, galpão, hangar, comercial, agro, silo, construção…) 1,10; residencial (casa, garagem, apartamentos…) 0,92; outro 1,00 | julgamento de engenharia fixado a priori (coberturas leves sofrem mais sucção). Contexto: classificação de cobertura por aprendizado de máquina para risco de vento | HIPÓTESE | [R7] |
| Edificação | Tamanho R | Fk | R = clip(1 + 0,08·log10(max(A, 50)/300), 0,90, 1,15) | julgamento de engenharia a priori | HIPÓTESE | — |
| Edificação | Largura projetada Gprojk | Fk | Gproj = clip(√(Wproj/√A), 0,85, 1,20); Wproj = L·|sen(φ−θk)| + W·|cos(φ−θk)| | julgamento de engenharia (largura exposta ao vento); sem calibração. Contexto: substitutos de pressão aprendidos para edificações | HIPÓTESE | [R16] [R17] |
| Entorno | Abrigo f_abrigok | Fk | f = 1 − 0,5·Sh; Sh = min(0,6; 1 − Π(1 − si)); si = 0,35·min(1, Hoi/h)·clip(1 − xi/(12·Hoi), 0, 1) para cada obstáculo (edificação, árvore, mata) de altura Hoi a distância xi ≤ 300 m, na faixa de ±22,5° de onde o vento vem | julgamento de engenharia inspirado em modelos de abrigo de barreiras (1977 e 1981) | HIPÓTESE | — |
| Entorno | Degrau de altura f_degrauk | Fk | f = 1 + 0,10·clip(log2(h/h̄), −2, 2), h̄ = altura média dos obstáculos a ≤ 150 m na faixa; neutro (1,00) sem vizinhos | julgamento de engenharia a priori | HIPÓTESE | — |
| Ficha cadastrada | Fm: balanço/marquise, painéis solares, abertura dominante | Fk (só pins) | marquise 1,12; painéis 1,08; abertura dominante 1,00 (neutro: desconhecida na maioria) | julgamento; atributos manuais vindos da vistoria do próprio prédio danificado (dentro da amostra) | HIPÓTESE | — |
| Classe | Limites P25/P75/P95 | classe | v3: 0,522 / 0,771 / 1,168 (11.505 edificações ≤ 10 km); v2 de célula: 0,781 / 0,967 / 1,142 | calibração local RELATIVA (percentis da própria base), não de dano | ESTIMATIVA | — |
| Classe | Ordem de uso na /consulta/ | classe final | 1º ficha cadastrada a ≤ 60 m; 2º edificação do OSM a ≤ 60 m; 3º índice v2 do terreno | regra de projeto | FATO | — |
| Raio ampliado (M12) | Edificações a 10–45 km | v3 | mesmas fórmulas e constantes aplicadas ao campo de rajada do domínio de 120 km; limites e percentis da base de Toledo; fator de harmonização 0,9466 (razão mediana de 1,056 na sobreposição ≤ 10 km) | calibração interna (sobreposição) + julgamento | ESTIMATIVA | — |
Pesos climáticos wk por direção ESTIMATIVA
Reanálise horária de vento (Open-Meteo, ponto -24,710, -53,730; 184.080 horas, 2005–2025). Peso = horas com rajada ≥ 50 km/h na direção ÷ total dessas horas. É contagem de dado de reanálise (FATO da contagem), mas a reanálise subestima rajadas de tempestade (ESTIMATIVA): o peso representa o vento sinótico, não o downburst.
| Direção (de onde vem) | Horas (todas) | Horas ≥ 40 km/h | Horas ≥ 50 km/h | Peso w |
|---|---|---|---|---|
| N | 9627 | 1323 | 253 | 0,1688 |
| NNE | 18012 | 2319 | 271 | 0,1808 |
| NE | 32921 | 2730 | 219 | 0,1461 |
| ENE | 37497 | 1612 | 77 | 0,0514 |
| L | 19202 | 213 | 20 | 0,0133 |
| ESE | 8768 | 47 | 9 | 0,0060 |
| SE | 8664 | 67 | 13 | 0,0087 |
| SSE | 7997 | 128 | 21 | 0,0140 |
| S | 8791 | 320 | 36 | 0,0240 |
| SSO | 7788 | 471 | 45 | 0,0300 |
| SO | 6463 | 455 | 72 | 0,0480 |
| OSO | 3952 | 284 | 39 | 0,0260 |
| O | 3086 | 206 | 39 | 0,0260 |
| ONO | 2698 | 219 | 56 | 0,0374 |
| NO | 3594 | 388 | 124 | 0,0827 |
| NNO | 5020 | 710 | 205 | 0,1368 |
Terreno: de onde vem gk
O modelo de terreno (vento_modelo.py, "Caminho do vento") roda em grade de 30 m, para 16 direções, e devolve a razão de rajada g em cada célula. Etapas: (1) rugosidade z0 e deslocamento d por célula, a partir de edificações, árvores e cobertura; (2) marcha do vento ao longo da direção, com camadas limite internas a cada mudança de rugosidade; (3) aceleração por topografia (forma linear em FFT, limitada); (4) abrigo e esteira de barreiras; (5) canalização em vales; (6) fator de rajada. Resultado: g = (rajada local)/(rajada em terreno plano aberto) para o vento de cada direção. HIPÓTESE Não reproduz microexplosão (downburst) nem tornado: só modula o vento sinótico por terreno e entorno. Os parâmetros de cada etapa são de literatura geral e não foram calibrados com medições locais (HIPÓTESE).
Exemplo resolvido passo a passo: hangares do aeródromo de Toledo
Ponto real: edificação mapeada no OpenStreetMap em -24,68695, -53,69621 (hangares do aeródromo, a 0 m do ponto cadastrado). FATO
- Geometria (OSM): tipo hangar, pegada de 652 m²; retângulo mínimo L = 31,7 m, W = 20,5 m, eixo maior no azimute 2°; altura 6,0 m (padrão por tipo, ESTIMATIVA).
- Tipo: cobertura leve → K_tipo = 1,10. Tamanho: R = 1 + 0,08·log10(652/300) = 1,027.
- Para cada direção k (tabela): gk do modelo de terreno (média 3×3 na célula); Gprojk = clip(√((L|sen(φ−θ)| + W|cos(φ−θ)|)/√A), 0,85, 1,20); obstáculos em 300 m dão Shk → f_abrigo = 1 − 0,5·Sh; degrau f_degrau; F = Gproj·f_abrigo·f_degrau·K·R.
- Soma ponderada: v3 = Σ w·(g·F)² = 1,272. (Conferência: a coluna da direita soma 1,2723.)
- Classe: limites (0,522; 0,771; 1,168). Como v3 = 1,272 ≥ 1,168, a classe é muito alta; percentil na base de Toledo = 97,0%.
| Direção | w | g | Gproj | Sh | f_abrigo | h/h̄ | f_degrau | F = Gproj·f_abr·f_deg·K·R | (g·F)² | w·(g·F)² |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N | 0,1688 | 0,989 | 0,919 | 0,205 | 0,897 | 1,00 | 1,000 | 0,931 | 0,848 | 0,1434 |
| NNE | 0,1808 | 0,887 | 1,091 | 0,205 | 0,897 | 1,00 | 1,000 | 1,106 | 0,962 | 0,1739 |
| NE | 0,1461 | 0,746 | 1,199 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,355 | 1,021 | 0,1491 |
| ENE | 0,0514 | 0,813 | 1,200 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,356 | 1,215 | 0,0624 |
| L | 0,0133 | 1,054 | 1,127 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,273 | 1,801 | 0,0240 |
| ESE | 0,0060 | 1,032 | 1,200 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,356 | 1,957 | 0,0117 |
| SE | 0,0087 | 0,973 | 1,200 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,356 | 1,740 | 0,0151 |
| SSE | 0,0140 | 1,000 | 1,116 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,261 | 1,589 | 0,0223 |
| S | 0,0240 | 0,975 | 0,919 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,038 | 1,025 | 0,0246 |
| SSO | 0,0300 | 1,039 | 1,091 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,233 | 1,640 | 0,0493 |
| SO | 0,0480 | 1,094 | 1,199 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,355 | 2,196 | 0,1054 |
| OSO | 0,0260 | 1,037 | 1,200 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,356 | 1,976 | 0,0514 |
| O | 0,0260 | 0,970 | 1,127 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,273 | 1,525 | 0,0396 |
| ONO | 0,0374 | 0,943 | 1,200 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,356 | 1,634 | 0,0610 |
| NO | 0,0827 | 0,938 | 1,200 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,356 | 1,617 | 0,1337 |
| NNO | 0,1368 | 0,972 | 1,116 | 0,000 | 1,000 | — | 1,000 | 1,261 | 1,502 | 0,2054 |
Valores arredondados na impressão; o cálculo usa precisão total. HIPÓTESE: é o resultado de um modelo sem calibração, para comparar construções, não probabilidade de dano.
Norma: V0, S2 e o efeito nas cargas (NBR 6123)
V0 de Toledo entre 45 e 50 m/s, base 45 m/s. Fonte: ABNT NBR 6123:2023, item 5.1 e Figura 1, p. 11, leitura do mapa (estimativa). Com 50 m/s, as cargas sobem 23,5%, usado como sensibilidade. V0 é a rajada de 3 s a 10 m, em campo aberto, excedida em média uma vez em 50 anos. A CONFERIR O motor de probabilidade usa 45 m/s. Publicações secundárias abertas indicam que o mapa de isopletas foi mantido na revisão de 2023 [R23] A CONFERIR.
Efeito nas cargas: a pressão dinâmica é q = 0,613·Vk² (Vk = V0·S1·S2·S3). Passar V0 de 45 para 50 m/s multiplica q por (50/45)² = 1,235 (+23,5%). Para S1 = S3 = 1:
| Categoria, classe | z (m) | S2 | q (Pa) com V0 = 45 | q (Pa) com V0 = 47,5 | q (Pa) com V0 = 50 |
|---|---|---|---|---|---|
| II, classe B | 6 | 0,936 | 1.087 | 1.212 | 1.343 |
| II, classe B | 10 | 0,980 | 1.192 | 1.328 | 1.472 |
| II, classe B | 15 | 1,016 | 1.282 | 1.429 | 1.583 |
| III, classe B | 6 | 0,873 | 946 | 1.054 | 1.168 |
| III, classe B | 10 | 0,921 | 1.053 | 1.174 | 1.300 |
| III, classe B | 15 | 0,961 | 1.147 | 1.278 | 1.416 |
ESTIMATIVA Tabela S2 (b, p, Fr) usada pelo código e a transcrição da edição de 1988: A CONFERIR na fonte oficial. A edição de 2023 reformulou o S2 (velocidade média em 600 s) e o S3 do grupo 1 passou de 1,10 para 1,11 segundo fontes secundárias (+1,8% em q) A CONFERIR.
Como o v3 é relativo, essas incertezas não mudam a classe v3. Elas importam para o motor VT-R, para dimensionamento e para qualquer comparação com a pressão de projeto.
Limitações e limites do método
- Poucos danos reais: o modelo foi testado com 15 pontos com dano (vistoria técnica, 2 eventos de 29/09/2026) contra 4.525 candidatos sem dano confirmado. Os vizinhos "sem dano" são candidatos, não casos verificados. A busca em imprensa e Defesa Civil (M12) acrescentou 1 registro com coordenada e 11 sem coordenada; nenhuma fonte afirma ausência de dano em ponto específico A CONFERIR.
- Capacidade de separar: AUC do v3 neutro = 0,80 e do v2 (terreno) = 0,79, contra 0,59 do motor VT-R com tipologia genérica (IC90 por local 0,29 a 0,76), 0,53 da regra "área ≥ 700 m²" e 0,52 do acaso. Um AUC de 0,80 com 15 casos é compatível com muita incerteza. ESTIMATIVA
- Baixa seletividade: o v3 marca ~42% das construções sem dano como "alta" ou pior (15 de 15 com dano também); "muito alta" cobre ~2,3% dos candidatos e 0 de 15 pontos com dano. A classe é por quartis da base local, não probabilidade.
- Norma: o V0 de Toledo é leitura do mapa da NBR 6123:2023 (45 a 50 m/s, estimativa) e o S2 está A CONFERIR; o v3 não depende deles, mas o motor VT-R e qualquer verificação normativa sim.
- Downburst e tornado: o v3 não os reproduz (só vento sinótico modulado). A previsão bruta subestima rajadas de tempestade; em 29/09/2026 previu ~52 km/h onde as estações mediram até 104,8 km/h. Ver a correção estatística simples em /consulta/, que corrige o viés de frequência mas não cria habilidade em eventos extremos.
- OpenStreetMap incompleto: construções novas e rurais podem não existir; sem edificação a 60 m a classe vem do terreno (v2). Alturas sem tag são padrão por tipo.
- Anel de 10 a 45 km (M12): o v3 foi recalculado num domínio maior; na sobreposição (≤ 10 km) a correlação com o valor anterior é 0,98, mas só ~85% das construções mantêm a mesma classe (≈ 90% após a harmonização). Fora de Toledo, os limites de classe vêm da base de Toledo.
- Não é laudo nem substitui vistoria com ART; não é aviso oficial (Defesa Civil 199).
Referências vistas e como entram
Só constam referências vistas. Elas dão contexto; nenhum coeficiente do v3 foi extraído delas (os coeficientes são julgamento de engenharia fixado a priori). As demais citações dos comentários do código (rugosidade, topografia, abrigo, fator de rajada) estão A CONFERIR.
- [R7] Classificação automática de tipo de cobertura por aprendizado de máquina para risco regional de vento — link
- [R9] Metodologia de fragilidade baseada em LES para edificações baixas (pressão líquida e falhas por detritos) — link
- [R16] Aprendizado de máquina informado por física para modelagem substituta de pressão de vento e posicionamento de sensores — link
- [R17] Método baseado em GAN para predição de pressão de vento em superfícies de edificações — link
- [R19] Revisão das características do campo de vento de downbursts e efeitos em estruturas (Buildings, 2024) — link
- [R23] Mapa de isopletas da NBR 6123 com abordagem climatológica (Rev. IBRACON Estruturas e Materiais, 2023) — link
Memória de cálculo baixável
Baixar a memória de cálculo (PDF) Versão HTML Gerar relatório de um ponto
Base científica (fontes, método, validação e limites): https://ventostoledo.schadler.tech/ciencia/