Forense do vento de 29/09/2026: dois eventos
Resposta curta (M5, 25/10/2026)
- Foram dois eventos distintos, e cada local foi atingido em um deles FATO. Evento A (tarde, ~14h40-15h10 locais): barracão em construção do Biopark (e destroços sobre dois barracões vizinhos), escola de Vila Nova, clubes de Maripá e Palotina. Evento B (noite, ~20h30-21h00): porta do CD (20:40:05 no carimbo da câmera), hangares e Aeroclube, postes de Novo Sobradinho. Isso fecha a afirmação do responsável de que CD e Biopark não foram atingidos no mesmo evento.
- Direção do vento FATO: o responsável informa SUDOESTE no CD e no Smart Farm (a M4 tinha usado oeste). Por evento: A tem 1 local (Biopark; O/N/NO informados); B tem 3 (hangares O/N/NO; CD e Smart Farm SO). A hipótese "tarde = NO-O, noite = SO" é coerente com METAR, satélite e relatos, mas não é testável estatisticamente (n = 1 e n = 3; Rayleigh do B: p = 0.199).
- O Smart Farm segue sem evento comprovado A CONFERIR: a imprensa não o cita; a direção SO combina com o CD (0,44 km) e o evento B, a queda para SE do registro de 22/10 combinaria com o A.
- Velocidade ESTIMATIVA: faixa de trabalho de ~115 a 170 km/h para os hangares, 120 a 150 para a porta do CD, 105 a 150 para a cobertura do Smart Farm e 80 a 130 para o barracão em construção do Biopark (tabela abaixo). Em nenhum caso é medição.
- Classes de fenômeno compatíveis: rajada linear/frente de rajada de linha de instabilidade e macroexplosão (corrente descendente de 8 a 20 km) nos dois eventos; tornado sem indício no A e não excluído (baixa) no B; evento sinótico improvável; derecho não verificado.
- Comparação com os EUA: a falha de grandes portas é o primeiro indicador de dano de galpão metálico (valor esperado ~142 km/h, limites 121-174); cobertura arrancada ~153 (126-193). É o patamar de rajadas de linhas de tempestade como o derecho de 2020 (100-130 mph = 161-209 km/h, rajadas de 129-161 comuns), abaixo dos tornados F2-F3 confirmados pelo Simepar no PR em 2025-2026.
1. Os dois eventos: linha do tempo (hora local e UTC)
Horários da imprensa foram lidos na origem em 25/10/2026 (cada link abre a matéria). Hora local = UTC-3. Os horários das estações do Simepar são rótulos horários; a leitura como hora local é consistente com a progressão de oeste para leste (Guaíra 14h30, Toledo 15h, Umuarama 16h, Santa Maria do Oeste 17h15) ESTIMATIVA.

| Hora local | UTC | Evento | O que | Fonte | Rótulo |
|---|---|---|---|---|---|
| 09:25 | 12:25 | - | Início do aviso INMET 55873 (tempestade, grau Perigo Potencial) | fonte 1 | FATO (fonte oficial, via pesquisa anterior) |
| 14:30-14:40 | 17:30-17:40 | A | Vendaval destelha clube em Maripá; Guaíra: rajada de 51,8 km/h às 14h30 (Simepar) | fonte 1 fonte 2 | FATO (imprensa) |
| ~14:40-14:50 | 17:40-17:50 | A | Pico de raios sobre Toledo (GLM): 102 raios a menos de 10 km do Biopark entre 14:30 e 15:00; raio mais próximo a 0,7 km | — | FATO (satélite GLM, refeito aqui) |
| 15:00 | 18:00 | A | Rajadas Simepar: Toledo 48,6 km/h; Assis Chateaubriand 64,1; Palotina 58,3 (clube destelhado ~15h) | fonte 1 fonte 2 fonte 3 | FATO (imprensa/prefeitura) |
| tarde (aprox. 14:40-15:10) | aprox. 17:40-18:10 | A | Barracão em construção do Biopark perde a cobertura e cai; destroços atingem dois outros barracões (~25 trabalhadores, sem feridos). Escola de Vila Nova destelhada | fonte 1 fonte 2 fonte 3 fonte 4 | FATO (4 fontes: durante a tarde); minuto exato A CONFERIR |
| 15:45 / 16:00 / 17:15 | 18:45 / 19:00 / 20:15 | A | Ubiratã 65,9 km/h; Umuarama 101,5 km/h (morte em quadra de tênis); Santa Maria do Oeste 105,12 km/h (maior rajada do Simepar no dia) | fonte 1 fonte 2 | FATO (Simepar via imprensa) |
| 17:29 | 20:29 | - | Catve publica vídeo do galpão destelhado e o resumo do Simepar até as 18h (Biopark e Vila Nova já citados) | fonte 1 | FATO |
| 19:28 | 22:28 | - | Rádio União: poucas ocorrências; na sede de Toledo não houve ocorrência para a Defesa Civil: os hangares ainda não tinham sido atingidos | fonte 1 | FATO (imprensa) |
| 18:50-21:30 | 21:50-00:30 | B | Sistema de mesoescala (episódio B) sobre Toledo: ~4.300 raios a menos de 40 km do Biopark | — | FATO (satélite GLM) |
| 20:00 | 23:00 | B | Estação Simepar de Toledo: rajada de 25,2 km/h; em Cascavel a chuva começa por volta das 20h | fonte 1 fonte 2 | FATO (imprensa) |
| 20:40:05 | 23:40:05 | B | Porta do CD cede (carimbo da câmera de segurança 20:40:08 em 4,5 s do vídeo; relógio A CONFERIR); 6 raios a menos de 5 km do CD em 23:40-23:42 UTC | — | FATO (vídeo) / hora do relógio A CONFERIR |
| 20:40-20:50 | 23:40-23:50 | B | Pico de raios sobre Toledo no episódio B: 72 raios a menos de 10 km do Biopark em 10 min; topo mais frio do dia (-85 °C) às 23:30 UTC | — | FATO (GLM/GOES-19) |
| 21:00-22:00 | 00:00-01:00 | B | 17,8 mm de chuva em Toledo (estação Simepar); 21,8 mm acumulados até 21h30; Cascavel 53,2 mm até 21h30 | fonte 1 fonte 2 fonte 3 | FATO (imprensa/prefeitura) |
| 21:40 | 00:40 | B | Polícia Rodoviária Estadual começa o atendimento da PR-182 (destroços do aeroporto, árvores e postes); pista liberada às 00h30 (o km varia: 329 ou 339 nas fontes) | fonte 1 fonte 2 | FATO (imprensa) |
| 22:39 | 01:39 | B | Postes derrubados em Novo Sobradinho; PR-182 interditada no sentido Novo Sarandi | fonte 1 | FATO (imprensa) |
| 23:14 / 23:49 | 02:14 / 02:49 | B | Imprensa já noticia hangares destruídos e aeronaves atingidas (noite de terça) | fonte 1 fonte 2 | FATO (imprensa) |
Os metadados dos vídeos de campo (WhatsApp) não têm data de filmagem: o nome do arquivo traz o dia do envio (22/10 e 25/10) e a data de criação do contêiner está ausente. Os dois vídeos de percurso e as duas fotos novas (pátio do aeródromo e detalhe de ligação metálica) não trazem relógio visível. A única hora de filmagem de dano é o carimbo da câmera de segurança do CD.
2. Qual local foi atingido em qual evento
| Local | Evento | Confiança | Evidências | O que falta |
|---|---|---|---|---|
| Biopark: barracão em construção (e dois barracões atingidos por destroços) | A (tarde) | alta |
|
|
| Biopark: ginásio (deslocado ~15 cm) | A (tarde) provável | média a baixa |
|
|
| Smart Farm (painéis, telhado norte arrancado) | A CONFERIR (inferência fraca para B) | baixa |
|
|
| CD: porta arrancada | B (noite) | alta |
|
|
| Hangares e Aeroclube | B (noite) | alta |
|
|
| Novo Sobradinho / Vila Nova (postes, árvores) | B (noite) | média |
|
|
| Escola Osvaldo Cruz (Vila Nova), Maripá, Palotina, Assis Chateaubriand, Umuarama | A (tarde) | alta a média |
| — |
3. Dois pulsos de raios e a velocidade da frente do evento A
Raios do satélite GOES-19 (GLM) refeitos em janelas de 30 minutos (14h-24h locais), numa caixa de ~130 km, contados a menos de 100, 40 e 10 km do Biopark. Há dois pulsos claros: A (14h10-15h50 locais, pico 14h30-15h) e B (18h50-21h30, pico 20h30-21h). Entre eles (15h50-18h50) o núcleo ficou a mais de 20 km. Nos dois, o raio mais próximo passou a 0,7 km do Biopark e do hangar: os dois locais estiveram sob a mesma atividade elétrica nos dois pulsos, e só a notícia e o vídeo separam quem caiu em qual FATO.
| Hora local | UTC | raios < 100 km | < 40 km | < 10 km | raio mais próximo do Biopark (km) | do hangar (km) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 14:00-14:30 | 17:00-17:30 | 518 | 253 | 0 | 12,0 | 10,8 |
| 14:30-15:00 | 17:30-18:00 | 850 | 618 | 102 | 0,7 | 0,6 |
| 15:00-15:30 | 18:00-18:30 | 1334 | 555 | 7 | 3,7 | 4,5 |
| 15:30-16:00 | 18:30-19:00 | 1997 | 106 | 0 | 23,9 | 25,6 |
| 16:00-16:30 | 19:00-19:30 | 1135 | 11 | 0 | 20,8 | 22,9 |
| 16:30-17:00 | 19:30-20:00 | 602 | 22 | 0 | 27,1 | 24,0 |
| 17:00-17:30 | 20:00-20:30 | 380 | 25 | 0 | 27,0 | 29,6 |
| 18:30-19:00 | 21:30-22:00 | 1218 | 17 | 0 | 27,2 | 25,8 |
| 19:00-19:30 | 22:00-22:30 | 3125 | 822 | 2 | 5,8 | 5,8 |
| 19:30-20:00 | 22:30-23:00 | 5312 | 845 | 3 | 3,4 | 5,2 |
| 20:00-20:30 | 23:00-23:30 | 5444 | 809 | 0 | 10,9 | 15,1 |
| 20:30-21:00 | 23:30-00:00 | 3398 | 1256 | 111 | 0,7 | 1,2 |
| 21:00-21:30 | 00:00-00:30 | 1892 | 556 | 7 | 4,3 | 6,1 |
| 21:30-22:00 | 00:30-01:00 | 714 | 23 | 3 | 6,9 | 2,4 |
| 22:00-22:30 | 01:00-01:30 | 146 | 28 | 4 | 0,7 | 1,1 |
| 22:30-23:00 | 01:30-02:00 | 234 | 23 | 0 | 10,7 | 12,5 |
| 23:00-23:30 | 02:00-02:30 | 495 | 66 | 4 | 7,5 | 2,5 |
| 23:30-00:00 | 02:30-03:00 | 395 | 221 | 12 | 2,1 | 6,9 |
Frente do evento A pelos tempos de chegada nas estações e cidades
Ajuste de onda plana aos horários de chegada da rajada ou do dano (Guaíra, Maripá, Palotina, Assis Chateaubriand, Toledo, Ubiratã, Umuarama, Santa Maria do Oeste, Maringá): a frente se deslocou para ENE (~70°) a ~66 km/h (72 km/h com Maringá; bootstrap com ±30 min: 51-87 km/h; resíduo de ~10.9 min) ESTIMATIVA. Para uma linha que avança para ENE, o vento logo atrás da frente sopra de O-OSO (~250°): é coerente com o vento de oeste informado no Biopark. O topo frio visto pelo satélite andou para L-ESE a 40-63 km/h (M4): o topo acompanha o vento de níveis médios (WNW), a frente de rajada na superfície avança mais rápido e para outra direção; as duas medidas não são contraditórias, medem coisas diferentes. Limites: horários arredondados pela imprensa, coordenadas de município e nenhum radar.

No evento B não há ajuste confiável: foi um complexo de mesoescala com várias células (Foz do Iguaçu 19h, Toledo 20h40, Cascavel 20h-21h30; a regressão do centroide dos raios tem R² baixo). O METAR mostra a saída em O-SO: SBMG 260°/21G35 kt às 21 UTC e SBFI 240° às 22:38 UTC; o vento antes do B, de NE, vira para SO na passagem.
4. Direção do vento revista, por evento
A M4 calculava uma única média (290.3°, p = 0,027) misturando dois eventos; isso deixa de valer. As direções de hangares e Biopark continuam sendo a resultante informada pelo responsável, não medidas ponto a ponto; CD e Smart Farm agora são SO.
| Evento | Locais independentes | Pontos (de onde veio) | Média | R | p de Rayleigh | Leitura |
|---|---|---|---|---|---|---|
| A (tarde ~14h40-15h10 local) | 1 |
| 315.0° | 1,0 | 0,135 | n=2 pontos mas 1 so local (20 m): estatistica circular NAO tem significado; vale so a direcao informada (O/N/NO, resultante NO). |
| B (noite ~20h40 local) | 3 |
| 251.6° | 0,745 | 0,199 | n=3: Rayleigh nao rejeita direcao uniforme; hangares (N/NO) e CD/SF (SO) estao a ~90 graus: sinal de CONVERGENCIA/DIVERGENCIA de mesoescala, nao de rajada unica reta. |
Teste da hipótese: tarde = NO-O, noite = SO
A favor:
- A: giro do vento de N para WNW e depois WSW nos METAR de SBCA/SBMG; fluxo do topo frio para ESE; ajuste dos tempos de chegada nas estações (frente para ENE a ~66-73 km/h, vento atrás da frente de O-OSO)
- B: saída de WSW-SW em SBMG (260°/21G35 kt) e SBFI (240°-210°); o vento antes do B era de NE, logo o vento de SO no CD é inversão por piscina fria; o responsável informa SO no CD e no Smart Farm
- o responsável informa O/N/NO no Biopark (evento A pela imprensa)
Contra / limites:
- hangares (evento B) com O/N/NO atribuídos como resultante, a ~90° do SO do CD; só cabem num único sistema se houver divergência (centro de saída a SO do CD, ver geometria)
- n = 1 local no A e n = 3 no B: o teste de Rayleigh do B dá p = 0.199 (não rejeita direção uniforme); não há teste estatístico possível no A
- as direções de hangares, barracão e ginásio são a resultante do responsável, não medidas ponto a ponto; o Smart Farm tem leituras conflitantes (SO × queda para SE)
Geometria do evento B (hangares O/N/NO; CD e Smart Farm SO)
Procurei centros de saída radial (divergente) compatíveis (dentro de 1,5σ) com as três direções, numa grade de 250 m em ±15 km do CD: com as direções atuais a região viável tem ~160.3 km², centrada ~10 km do CD (para O-SO) (menor erro em ~2,8 km a SW do CD), e nenhum centro convergente serve. Com o Smart Farm lido como NO (registro anterior) a região encolhe para ~7.4 km², ao longo de uma faixa a oeste. Conclusão ESTIMATIVA: um único sistema com saída divergente de escala de vários km a sudoeste do CD explica hangares e CD, mas o dado é pouco restritivo (3 pontos com direção atribuída); não prova microexplosão compacta nem exclui tornado. O valor "centro 1-3 km a oeste do Biopark" da M4 deixa de ser usado.
5. Velocidade estimada por local e evento (rajada de 3 s, km/h)
| Local | Evento | Indicador de dano | Indicador (esperado e limites) | Faixa de trabalho | Faixa ampla | Confiança | Nota |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Hangares e Aeroclube | B (noite) | MBS DOD 3-5 e WHB DOD 4-5: coberturas arrancadas, estrutura retorcida, paredes derrubadas, a maioria dos hangares danificada (só dois sem danos, segundo a imprensa) | 153-190 (limites 126-222) | 115-170 | 110-200 | baixa | A imprensa cita rajada de ~112 km/h na região do aeroporto (instrumento não identificado; A CONFERIR): piso plausível. Hangares leves nacionais podem ter falhado abaixo do padrão dos EUA. |
| CD: porta arrancada | B (noite) | MBS DOD 2 e WHB DOD 3: colapso de grande porta (overhead door) | 142-143 (limites 121-174) | 120-150 | 105-175 | baixa a média | Interseção entre o indicador (limite inferior 121) e a carga local calculada na M4 (105-150). A resistência real da porta é A CONFERIR com fabricante/projeto. |
| Smart Farm: telhado e painéis | A CONFERIR (inferido B) | MBS DOD 3: cobertura leve e painéis arrancados | 153 (limites 126-193) | 105-150 | 100-190 | baixa | Evento incerto; pegada, fixações e dimensões dos painéis desconhecidas; ancoragem de painel costuma governar. |
| Biopark: barracão em construção | A (tarde) | sem DI aplicável (estrutura incompleta: contraventamento e fixações provisórios) | n/a | 80-130 | 60-150 | baixa | Estações do Simepar a 25-45 km marcaram 49-64 km/h às 15h. Um barracão em construção pode cair abaixo do que a estrutura final suportaria: HIPÓTESE, sem cálculo da estrutura. |
| Biopark: ginásio deslocado ~15 cm | A provável | sem DI para deslocamento de pré-moldado (cálice/chumbadores: depende do projeto) | n/a | sem faixa | sem faixa | n/a | O deslocamento indica carga lateral acima da ligação; não limita a velocidade sem projeto. A CONFERIR. |
| Estação Simepar de Toledo (medida) | A e B | anemômetro (FATO, via imprensa/prefeitura) | n/a | 48,6 (15h) e 25,2 (20h) | - | medida | Estação possivelmente distante dos pontos de dano; não representa a rajada local. |
Classes de fenômeno compatíveis
| Fenômeno | Evento A (tarde) | Evento B (noite) | Por quê |
|---|---|---|---|
| Microexplosão (downburst < 4 km), isolada | possível, embutida (não isolada) | improvável como causa única | A: célula isolada com raios a 0,7 km. B: hangares e CD a ~7 km e direções ~90° diferentes: nenhum centro de raio < 4 km serve para os dois. |
| Macroexplosão / saída de corrente descendente (8-20 km) | compatível | compatível | Direção coerente em ~7 km e centros radiais viáveis a SO do CD (ver geometria); CAPE 1.500-2.600 J/kg e cisalhamento 18-22 m/s. |
| Rajada linear / frente de rajada de linha de instabilidade | compatível (melhor encaixe) | compatível | A: ajuste de tempos de chegada nas estações dá deslocamento para ENE a ~66-73 km/h, vento atrás da frente de O-OSO. B: METAR de SBMG (260°/21G35 kt, 21 UTC) e SBFI (240°/10 kt, 22:38 UTC) mostram saída de SO-O; o Simepar descreve linha de instabilidade. |
| Derecho (critérios SPC: swath ≥ 400 km, ≥ 93 km/h ao longo, vários ≥ 121 km/h) | não verificado | não verificado | Só duas estações do Simepar passaram de 100 km/h (Umuarama e Santa Maria do Oeste, a ~170 km uma da outra). Falta swath e rajadas ao longo da trilha: A CONFERIR. |
| Tornado / mesovórtice | sem indício | não excluído (baixa) | O Simepar não achou indício de tornado (imprensa); testemunha do aeródromo relata ter visto contorno de funil à luz de relâmpago. Sem trilha estreita documentada nem radar. |
| Vento sinótico (ciclone extratropical / gradiente da frente) | improvável | improvável | Modelo dá rajadas de ~52 km/h; estação de Toledo 48,6 e 25,2 km/h; danos localizados. |
6. Comparação com os EUA e o mundo
O sistema de indicadores de dano da escala EF (Texas Tech, 2006) associa cada dano de uma tipologia a uma rajada de 3 s esperada, com limites dados por especialistas. Os dois indicadores que cabem aqui são o galpão metálico (MBS) e o armazém (WHB); ambos incluem as grandes portas, que são a falha típica das docas. Valores convertidos de mph FATO. Os DIs foram calibrados em edificações dos EUA (projeto a ASCE 7). Galpões leves brasileiros podem falhar abaixo do esperado; o contrário também ocorre. Uma tabela de DI NÃO é medição.
Galpão metálico (MBS)
| DOD | Dano | mph: limite inf. / esperado / limite sup. | km/h: limite inf. / esperado / limite sup. |
|---|---|---|---|
| 1 | Limiar de dano visível | 54 / 67 / 83 | 87 / 108 / 134 |
| 2 | Colapso (para dentro ou para fora) de grandes portas suspensas/de enrolar (overhead doors) | 75 / 89 / 108 | 121 / 143 / 174 |
| 3 | Chapas de cobertura ou parede arrancadas | 78 / 95 / 120 | 126 / 153 / 193 |
| 4 | Falha da ancoragem de pilares | 96 / 117 / 135 | 154 / 188 / 217 |
| 5 | Flambagem de terças | 95 / 118 / 138 | 153 / 190 / 222 |
| 6 | Falha dos contraventamentos em X | 118 / 138 / 158 | 190 / 222 / 254 |
| 7 | Colapso progressivo dos pórticos | 120 / 143 / 168 | 193 / 230 / 270 |
| 8 | Destruição total | 132 / 155 / 178 | 212 / 249 / 286 |
Armazém (WHB: inclui pré-moldado e tilt-up)
| DOD | Dano | mph: limite inf. / esperado / limite sup. | km/h: limite inf. / esperado / limite sup. |
|---|---|---|---|
| 1 | Limiar de dano visível | 55 / 68 / 83 | 89 / 109 / 134 |
| 2 | Perda de cobertura (< 20%) | 69 / 83 / 105 | 111 / 134 / 169 |
| 3 | Colapso de grandes portas suspensas/de enrolar (overhead doors) | 75 / 88 / 107 | 121 / 142 / 172 |
| 4 | Arrancamento do deck / perda de cobertura (> 20%) | 88 / 103 / 122 | 142 / 166 / 196 |
| 5 | Colapso de paredes externas não portantes | 93 / 114 / 126 | 150 / 183 / 203 |
| 6 | Colapso de painéis pré-moldados tilt-up | 102 / 124 / 144 | 164 / 200 / 232 |
| 7 | Destruição total de grande parte do edifício | 131 / 158 / 186 | 211 / 254 / 299 |
Fonte: Texas Tech WiSE (2006); faixas EF (rajada de 3 s): EF0 65-85 mph (105-137 km/h); EF1 86-110 mph (138-177 km/h); EF2 111-135 mph (178-217 km/h); EF3 136-165 mph (219-266 km/h) - SPC/NOAA.
O dano de Toledo contra esses indicadores
| Dano em Toledo | Local | Indicador nos EUA | Estimativa aqui (km/h) |
|---|---|---|---|
| Grandes portas (docas/enrolar) arrancadas | CD (evento B) | primeiro indicador de dano de galpão metálico (DOD 2): esperado 143 km/h (121-174) | 120-150 (trabalho) |
| Chapas de cobertura e painéis arrancados | Smart Farm, hangares | DOD 3 de galpão metálico: esperado 153 (126-193) | 105-150 (Smart Farm); 115-170 (hangares) |
| Estrutura metálica retorcida, pilar/ancoragem falhando, paredes não portantes caídas | hangares e Aeroclube | DOD 4-5: 166-190 km/h esperados (limites 142-222) | faixa ampla até ~200 |
| Pilar pré-moldado deslocado; ginásio deslocado 15 cm | Biopark | sem DI para deslocamento; colapso de painel tilt-up (DOD 6) só a ~200 km/h (164-232) | sem faixa (A CONFERIR) |
| Sem colapso de alvenaria estrutural nem árvores arrancadas em massa (A CONFERIR; não confirmado) | todos | se confirmado, sugere abaixo de EF2 (178 km/h) | teto ~177 |
Derechos e linhas de tempestade
| Caso | Dado | Fonte |
|---|---|---|
| Derecho de 10/08/2020 (Iowa/Illinois, 1.240 km de trilha) | NWS Quad Cities: dano consistente com ventos retilíneos intermitentes de 100-130 mph (161-209 km/h); máximo estimado ~140 mph (225 km/h) em Cedar Rapids; máximo medido 126 mph (203 km/h) em Atkins; rajadas de 80-100 mph (129-161 km/h) comuns ao longo da linha; torre de comunicação de 150 pés colapsou com ~100-110 mph (161-177 km/h); dois tornados EF-U dentro da trilha | fonte NWS Quad Cities (levantamento oficial) |
| Derecho de 29/06/2012 (Indiana a Virgínia, ~1.290 km) | rajada medida máxima de 91 mph (146 km/h) em Fort Wayne; sistema em arco movendo-se para ESE a ~60 mph (95 km/h); CAPE acima de 5.000 J/kg | fonte Wikipedia (fonte secundária; levantamentos do NWS: A CONFERIR) |
| Definição de derecho (SPC/NOAA) | trilha de dano com pelo menos ~400 km, rajadas de pelo menos 58 mph (93 km/h) ao longo dela e vários eventos bem separados de 75 mph (121 km/h) ou mais, de um MCS que se desloca mais rápido que o vento médio (conduzido por piscina fria); ao longo do caminho o vento varia de abaixo do limite severo a mais de 100 mph | fonte SPC/NOAA (atualizado em 28/04/2026) |
| Escala EF e indicadores de dano (DI/DOD) | EF0 65-85 mph (105-137 km/h), EF1 86-110 (138-177), EF2 111-135 (178-217), EF3 136-165 (219-266) em rajada de 3 s; os DIs de galpão metálico (MBS) e armazém (WHB) acima vêm do relatório da Texas Tech | fonte SPC/NOAA |
Leitura ESTIMATIVA: as falhas de Toledo estão no patamar de rajadas "comuns" de um derecho forte (80-100 mph = 129-161 km/h), não nos picos de 126-140 mph do evento de 2020. Os critérios formais de derecho do SPC (trilha de ~400 km, rajadas de 93 km/h ao longo dela e vários de 121 km/h) não foram verificados para o PR.
Bancos de dados para casos comparáveis
- NOAA/NCEI Storm Events Database (vento, danos e narrativas por evento)
- SPC: relatórios diários de tempestades (vento, granizo, tornado); exemplo do dia 10/08/2020
7. Casos brasileiros comparáveis
| Caso | Dado (Simepar via imprensa) | Fonte |
|---|---|---|
| Rio Bonito do Iguaçu (PR), 07/11/2025: supercélula, tornado F3 (Fujita original) | ventos estimados em 300-330 km/h; Guarapuava (Entre Rios) F2 ~250 km/h e Turvo F2 ~200 km/h no mesmo dia | fonte Simepar via Gazeta de Toledo (10/11/2025) |
| Piraí do Sul (PR), 08/08/2026: tornado F3 | rajadas estimadas de 253 a 332 km/h; rastro de pelo menos 17,3 km; classificação por danos, não medição | fonte Simepar via Tribuna PR (15/08/2026) |
| Cascavel (PR), 04/10/2023: tornado classificado F2 | a matéria diz ventos de ~100 km/h e F2, o que é inconsistente (F2 é 181-253 km/h na escala original): A CONFERIR na origem | fonte Simepar via Radar BO (04/10/2023) |
| Oeste/Noroeste do PR, 29/09/2026 (este evento) | Simepar: linha de instabilidade cruzou o estado da tarde de 29/09 ao início da madrugada; sem indício de tornado; rajadas medidas de 101,5 e 105,12 km/h (Umuarama e Santa Maria do Oeste) | fonte Simepar via Bem Paraná (01/10/2026) |
Contraste: os tornados confirmados no PR em 2025-2026 destruíram com rajadas de ordem de 200-330 km/h (F2-F3) e rastro estreito e contínuo. O padrão de Toledo (coberturas e portas arrancadas, sem colapso de alvenaria estrutural informado, sem trilha estreita documentada) fica na faixa de rajadas de linha de instabilidade de ~110-170 km/h, abaixo do F2. Isso é ESTIMATIVA, não classificação oficial.
8. Referências e o que foi de fato aberto
| Referência | Link | Situação nesta sessão |
|---|---|---|
| Texas Tech University WiSE (2006) A Recommendation for an Enhanced Fujita Scale (EF-Scale) | abrir | aberto e lido (tabelas DI 21 e DI 23) |
| SPC/NOAA, Enhanced Fujita Tornado Damage Scale | abrir | aberto e lido |
| SPC/NOAA, About Derechos: Derecho Facts | abrir | aberto e lido |
| NWS Quad Cities, Midwest Derecho August 10, 2020 | abrir | aberto e lido |
| Wikipedia, June 2012 North American derecho | abrir | aberto e lido (secundária) |
| Fujita (1981) Tornadoes and downbursts in the context of generalized planetary scales. J. Atmos. Sci. 38:1511-1534 | abrir | DOI confirmado no Crossref; texto não lido |
| Hjelmfelt (1988) Structure and life cycle of microburst outflows observed in Colorado. J. Appl. Meteor. 27:900-927 | abrir | DOI confirmado no Crossref; texto não lido |
| Letchford, Mans & Chay (2002) Thunderstorms: their importance in wind engineering. J. Wind Eng. Ind. Aerodyn. 90:1415-1433 | abrir | DOI confirmado no Crossref; texto não lido |
| Brandle, Hodges & Zhou (2004) Windbreaks in North American agricultural systems. Agroforestry Systems 61:65-78 | abrir | DOI confirmado no Crossref; texto não lido (valores de projeto vêm desta literatura e devem ser conferidos) |
| Cleugh (1998) Effects of windbreaks on airflow, microclimates and crop yields. Agroforestry Systems 41:55-84 | abrir | DOI confirmado no Crossref; texto não lido |
| Heisler & DeWalle (1988) Effects of windbreak structure on wind flow. Agric. Ecosyst. Environ. 22/23:41-69 | abrir | DOI confirmado no Crossref; texto não lido |
| Wikipedia, Wind turbine design (velocidade de corte 25 m/s; sobrevivência 40-72 m/s) | abrir | aberto e lido (secundária) |
| Wikipedia, Wind turbine (classes IEC I-III e turbulência A-C) | abrir | aberto e lido (secundária); norma IEC 61400-1 A CONFERIR |
Ferramenta de busca na web não estava disponível como serviço; as matérias e páginas oficiais foram obtidas por requisição HTTP pública às URLs (só leitura). Custo de API desta missão: US$ 0 (nenhum modelo de IA foi chamado; a triagem visual da M4 é a anterior). Este material não é laudo e não substitui projeto de responsável técnico. Dados: forense_m5.json.
Análise da Missão 4 (anterior, preservada)
Contém as seções de campo de danos, mapa de vetores, satélite, vídeos e porta do CD. Onde conflitar com as seções acima, valem as acima.
Mostrar ou ocultar a análise da M4
Forense do vento de 29/09/2026: o que de fato ocorreu?
A pergunta
O que ocorreu em 29/09/2026 no aeródromo e hangares, no Biopark e no CD da Prati-Donaduzzi, em Toledo: microexplosão (downburst), macroexplosão ou rajada linear (frente de rajada, bow echo), tornado/mesovórtice, ou evento sinótico?
Resposta curta (o que os dados sustentam hoje)
- Não foi uma microexplosão isolada e única ESTIMATIVA. Hangares e Biopark ficam a 6,9 a 7,7 km um do outro e ambos tiveram vento de oeste a noroeste. Nenhum centro de explosão com raio de dano menor que 8 km é compatível com os dois (menor raio encontrado: 8,3 km; com o ponto do Smart Farm lido como SO, nenhum centro serve). Microexplosões menores, embutidas num sistema maior, não ficam excluídas. Confiança: média (n = 5 pontos).
- O padrão que melhor combina é vento de saída de corrente descendente de escala de 8 a 20 km (macroexplosão), com centro a cerca de 1 a 3 km a oeste do Biopark no instante em que a porta do CD cedeu ESTIMATIVA. Vento retilíneo alinhado ao deslocamento da tempestade (rajada linear) fica como alternativa e é a leitura natural para o episódio da tarde e para a chegada do sistema da noite (~22:00 UTC): o topo frio se deslocou para leste-sudeste a 40–63 km/h, o que corresponde a vento de O–NO (285–305° na tarde, 315–323° na noite), perto da resultante informada (~306°). O ambiente (cisalhamento de ~18–22 m/s entre a superfície e 500 hPa, ar instável) era favorável. Confiança: média a baixa; o ajuste geométrico e os raios são evidências independentes, porém pequenas e com ressalvas (ver o vídeo da porta).
- Tornado ou mesovórtice: não confirmado e não excluído HIPÓTESE. Não há dado de trilha estreita; as fontes de imprensa registram que o Simepar não achou indício de tornado (a análise dele não foi lida na origem), enquanto testemunhas do aeródromo descreveram contorno de tornado. Com n = 5 não dá para medir convergência ou rotação. Confiança: baixa.
- Evento puramente sinótico: improvável. O modelo (Open-Meteo) dá rajadas máximas de ~52 km/h e a estação de Toledo registrou 48,6 km/h; o dano indica rajadas locais bem maiores. A frente fria é o contexto, não a causa direta do dano.
- Houve DOIS episódios convectivos sobre Toledo no dia 29/09 ESTIMATIVA: um da tarde (~17:10–18:30 UTC = 14:10–15:30 local, célula isolada que cresceu em cima de Toledo) e um da noite (~21:50–00:30 UTC = 18:50–21:30 local, sistema de mesoescala muito maior, com cerca de 8,3 vezes mais relâmpagos no raio de 100 km). O vídeo da porta do CD resolve a hora para esse local: a porta cede por volta das 20:40:05 do carimbo da câmera de segurança, ou seja, ~23:40 UTC (episódio da NOITE), se o relógio da câmera estiver certo e em hora local (A CONFERIR). A hora do dano nos hangares e nos demais pontos do Biopark continua não estabelecida.
- Velocidade: faixa de trabalho 105–150 km/h (29–42 m/s) para a rajada local, ampla 105–177 km/h ESTIMATIVA; para o instante da porta (sistema quase parado) a soma heurística aponta para a metade inferior da faixa. Não é medição.
Fatos de entrada
| Informação | Valor | Rótulo / origem |
|---|---|---|
| Direção do vento nas ocorrências do CD, Biopark e hangares | O, N ou NO (resultante NO); ≥ 30 ocorrências | FATO vistoria do responsável; confirmação externa A CONFERIR; sem coordenadas individuais |
| Exceção: Smart Farm (-24,626019; -53,710656) | vento de SO | FATO do responsável. Conflito: o registro de campo anterior do mesmo ponto diz queda de elementos para SE (vento de NO) A CONFERIR |
| Ginásio (-24,61865; -53,70985) | deslocado ~15 cm | FATO; direção individual do empurrão não informada |
| Porta do CD arrancada (vento de SO informado em 25/10; a M4 usou O) | vídeo localizado em 25/10 (12,7 s): tela de câmera de segurança interna filmada por celular; carimbo 29/09/2026 20:40:08 em 4,5 s e 20:40:16 em 12 s | FATO o vídeo existe e a porta cede por volta de 20:40:05; A CONFERIR o sincronismo do relógio da câmera e a direção cardinal (a orientação da câmera é desconhecida) |
| Rajada de 105 km/h atribuída ao Simepar | Nas fontes de imprensa lidas, 105,12 km/h é da estação de Santa Maria do Oeste (17h15 local); Umuarama 101,5 km/h (16h). Em Toledo a estação marcou 48,6 km/h às 15h, 25,2 km/h às 20h | A CONFERIR (imprensa, não relida na origem nesta missão); estação de Toledo pode estar longe dos pontos de dano |
| Rajada de ~112 km/h na região do aeroporto | citada por dois veículos, sem identificar o instrumento | A CONFERIR |
| Raios (GOES-19 GLM) | centroide de O para L; passou por Toledo ~17:50–18:10 UTC | FATO dado de satélite (refeito aqui, ver abaixo) |
| METAR SBCA (Cascavel) | 310–340°, TS às 18 UTC | FATO |
Mapa dos vetores de dano
Setas apontam para onde o vento soprou (direção de origem + 180°). Cinza = direção apenas a resultante do responsável (não medida ponto a ponto); azul = direção informada para o ponto. A linha tracejada liga Biopark e hangares (7,4 km). O círculo de 4 km marca o raio máximo típico de uma microexplosão, centrado em Biopark: o hangar fica fora dele. Linha laranja: trilha do topo frio da célula da tarde (17:00–18:30 UTC).
Dados: danos_vetores.json. Sem pontos "sem dano" com coordenadas, não há como medir falso positivo.
Estatística circular e testes de padrão
| Conjunto | n | Direção média (de onde) | R (0 a 1) | p de Rayleigh | Desvio circular |
|---|---|---|---|---|---|
| Todos, Smart Farm = SO | 5 | 290° | 0,82 | 0,027 | 36° |
| Todos, Smart Farm = NO (leitura do registro anterior) | 5 | 306° | 0,95 | 0,004 | 18° |
| Sem a duplicata (barracão e ginásio são o mesmo ponto, 20 m) | 4 | 283° | 0,80 | 0,069 | 38° |
Cuidado: 3 dos 5 pontos (hangares, barracão, ginásio) entram com a resultante informada (NO, ±45°), não com medidas individuais; a significância do teste de Rayleigh é, em parte, circular. Sem a duplicata ela deixa de ser significativa (p = 0,069). ESTIMATIVA
- Microexplosão (divergência radial, raio ≲ 4 km): procurei, numa grade de 250 m, centros de saída radial compatíveis (dentro de 1σ) com todos os pontos. Com o Smart Farm = NO o menor raio de dano necessário é 8,3 km; com o Smart Farm = SO nenhum centro serve. Como o hangar está a ~7,4 km do Biopark, um único centro de raio ≤ 4 km não cobre os dois ESTIMATIVA.
- Rajada linear / macroexplosão (direção coerente em 5–20 km): os dois locais, separados por ~7,4 km, têm a mesma resultante NO; isso é o que o padrão prevê ESTIMATIVA. Mas o ajuste de modelos (uniforme × radial × convergente × vórtice) por AIC não discrimina: em 129 dos 200 sorteios com direções não informadas, o modelo uniforme (1 parâmetro) vence; vórtice vence em 62; divergente em 0 ESTIMATIVA.
- Tornado (convergência/rotação em faixa < 1 km): as três ocorrências do Biopark estão numa faixa de ~0,8 km; as direções informadas nela vão de 225° a 315° (90° de diferença). Isso é compatível com vórtice embutido, com efeito de canalização/esteira entre edificações, ou com erro de leitura; os dados não decidem HIPÓTESE.
- Divergência e rotacional do campo: n insuficiente. O gradiente linear tem 6 parâmetros para 10 dados, há apenas duas posições separadas (Biopark e hangares), uma única linha de base, e as ocorrências não têm coordenadas. Os valores calculados não foram usados (variam do positivo ao negativo dentro da incerteza das direções).
O ponto do Smart Farm (vento de SO)
Diante de um padrão geral de O–NO, um ponto com vento de SO precisa de explicação. Hipóteses, sem decidir entre elas HIPÓTESE:
- Erro de leitura ou de identificação: o registro de campo anterior do mesmo local indica telhado do lado norte arrancado e queda de elementos para SE (vento de NO). Precisa checar se as duas leituras são da mesma edificação e do mesmo componente. É a hipótese mais barata de testar.
- Canalização/esteira local: o vento de NO desviado pelos blocos vizinhos pode chegar de SO a uma fachada abrigada; é comum em conjuntos de galpões e não contradiz o vento geral.
- Jato de entrada traseira (rear-inflow jet): em linhas de rajada o jato traseiro desce de O–NO; não explica SO sozinho, mas pode combinar com giro local.
- Vórtice embutido (mesovórtice/vórtice de frente de rajada): o lado sul de um vórtice ciclônico que avança para ESE teria vento de SO a O. Seria a explicação que unificaria SO e NO, mas não há dado que a comprove.
Hipóteses: evidências e confiança
| Hipótese | Evidência a favor | Contra | Confiança |
|---|---|---|---|
| Microexplosão isolada (raio ≲ 4 km) | Dano grave e localizado; estação de Toledo marcou só 48,6 km/h (25,2 km/h às 20h local); núcleo com raios a 2–3 km a oeste do CD no instante da porta; topo com penetração e taxa de raios alta | Hangares e Biopark a ~7,4 km com mesma direção; nenhum centro com raio < 8 km compatível; sem divergência observada | Rejeição média (ESTIMATIVA) |
| Macroexplosão / rajada linear (5–20 km) | Direção coerente em ~7,4 km; centro de saída radial ajustado só com as direções de dano cai a ~1,3 km do centroide dos raios no instante da porta; deslocamento do topo frio para ESE bate com O–NO; cisalhamento ~18–22 m/s; WNW em 500 hPa ~21 m/s | n = 5, três direções atribuídas; a hora dos hangares não é conhecida (os 7,4 km só valem se foi o mesmo instante); sem radar (arco não verificado); estação de Toledo só 48,6 km/h; às 23:40 o sistema quase não translada | Média a baixa (ESTIMATIVA) |
| Tornado / mesovórtice | Relato de testemunhas do aeródromo; 90° de diferença de direção em < 1 km no Biopark | Simepar não achou indício (segundo a imprensa); mesma direção a 7,4 km; nenhuma trilha estreita documentada; n insuficiente | Baixa: não confirmado, não excluído (HIPÓTESE) |
| Evento sinótico (gradiente da frente fria) | Frente fria e ciclone extratropical no dia; vento de NO pós-frontal | Modelo: rajada máx. ~52 km/h; estação 48,6 km/h; dano exige ≥ ~105 km/h; padrão localizado | Rejeição alta como causa do dano (ESTIMATIVA) |
Atmosfera: o que os dados mostram

GOES-19 (infravermelho, canal 13; visível, canal 2) FATO
- Episódio A (tarde): célula que nasceu a oeste de Toledo (~17:00 UTC) e cresceu em cima da cidade; temperatura mínima de topo entre -72 e -79 °C (17:10–18:10); penetração acima do entorno de 15–19 K (17:40–17:50); no visível (17:50–18:10) vêem-se pelo menos três domos de topo penetrante num mesmo bloco de bigorna de ~100 km. Forma de bloco, não de arco, na resolução de 2 km: bow echo não verificado (precisa de radar).
- Deslocamento do topo frio (A): fluxo óptico mediano 41 km/h para 116° (correlação de fase: 47 km/h para 104°); trilha do centroide frio: 62 km/h para 118°; regressão do centroide GLM: 51 km/h (mediana de 18 regressões, faixa 39–53 km/h). Todas apontam para L–ESE: o vento de rajada da frente teria vindo de O–ONO.
- Episódio B (noite): uma massa muito maior (> 400 km) chegou de NO/O e tornou a cobrir Toledo a partir de ~21:50 UTC (Tb no centro: −28 °C às 21:40, −56 °C às 22:00, −85 °C às 23:30). Deslocamento por correlação de fase (21:00–21:50): 17 m/s = 63 km/h para 144° (vento de rajada de ~NO, 324°). Houve ~21.041 relâmpagos no raio de 100 km, contra ~2.538 no episódio A. Perto das 23:40 UTC o sistema era um complexo maduro e quase estacionário sobre Toledo: Tb no CD de −81 °C, topos de −85 a −90 °C a ~18 km do CD (23:20–23:50) e deslocamento do topo frio de 19 a 65 km/h com direção instável (correlação fraca).
Raios (GLM refeito) FATO
Taxa de raios no raio de 100 km subiu de ~100 por 10 min (17:00) para ~440 (18:10) no episódio A, e passou de 2.000 por 10 min no episódio B. Raios a menos de 10 km do hangar: 128 no A, 103 no B; picos de 7–9 por minuto às 17:50–17:54 UTC (A) e de 8 por minuto às 23:41 UTC (B).
Ambiente (Open-Meteo, modelo) ESTIMATIVA
- CAPE de ~1.500 a 2.600 J/kg entre 15 e 23 UTC; CIN de 24–82 J/kg; índice de elevação −1 a −5.
- Cisalhamento vetorial 1000→500 hPa de 19 m/s (17 UTC) e 20 m/s (18 UTC); vento a 500 hPa de ~22 m/s de ~296°. Fluxo de WNW em níveis médios: o vento de rajada de oeste-noroeste vem desse fluxo transportado para baixo mais o impulso da tempestade.
- Modelo de superfície: vento de 278–326° às 17–19 UTC, virando para NE (25–41°) às 20–23 UTC; rajada máxima do modelo ~52 km/h. As previsões de 1 a 3 dias antes deram rajadas de 13 a 61 km/h: modelos globais não resolvem a rajada local. Os pontos de 5 km caem em apenas 13 células de modelo diferentes (~10 km): não há informação espacial real na grade.
METAR (via IEM) FATO
SBCA (Cascavel, ~45 km a ESE): 17 UTC 300°/17 kt, 30/20 °C; 18 UTC TS, 310°/10 kt, 29/19 °C; 19 UTC TS, 340°/11 kt, 22/20 °C (queda de 7 °C em 1 h), Q1010 sem salto de pressão no registro horário. Queda de temperatura com giro do vento e trovoada é típica da passagem de ar frio de tempestade; uma célula que passou por Toledo ~17:50 UTC a 41–62 km/h chegaria a Cascavel ~18:35–18:55 UTC, coerente. SBFI: TSRA a partir de 21:32 UTC. SBLO e SBMG: trovoada às 19–21 UTC (SBMG: +TSRA, 260°/21 kt rajada 35 kt às 21 UTC). O registro horário não capta pico de rajada nem salto de pressão: A CONFERIR com dados de 1 minuto da REDEMET. SBGU e SBPG: sem dados no IEM.

Imagens: NOAA GOES-19 ABI (dados públicos). A hora do dano no CD é ~23:40 UTC (episódio B), pelo carimbo da câmera de segurança (relógio A CONFERIR); a imprensa fala em "noite de terça", o que combina. Nos hangares e nos demais pontos a hora é A CONFERIR. Os dois episódios têm deslocamento compatível com vento de O–NO.
Vídeos de campo
Foram examinados os 18 vídeos do pacote de 23/10 (978 s no total, 478×850 ou 848×478 px, arquivos do aplicativo de mensagens de 22/10), com 298 quadros (1 a cada ~3,4 s, limite de 300 quadros) triados por IA (ESTIMATIVA) e conferidos por amostragem visual. Resultado FATO:
- São percursos de vistoria depois do evento (cobertura metálica, pilares pré-moldados com juntas abertas, detritos, interior de galpões, ginásio). Nenhum mostra o vento em ação; os quadros marcados pela triagem como "em andamento" são falsos positivos (chuva e vento comuns do dia da filmagem).
- Vídeo da porta do CD: localizado (chegou à pasta de vídeos durante a análise) e tratado na seção seguinte. Os outros 10 vídeos novos da pasta (hangares, chapas, aeronaves, terminal) são vistorias pós-evento, não mostram o vento e ficaram só listados (o limite de 300 quadros já tinha sido usado).
- Ferramenta:
code_vento/video_vento.py(três métodos independentes: rastreio de detritos = limite inferior; inclinação da chuva; carga de arrancamento q = 0,613 V²), testada em vídeo sintético (objeto 2,4 m/s medido 2,4; chuva a 20° medida 19,6°). - A direção de queda descrita na triagem é relativa ao quadro ("para a direita"), não cardinal: não serve como direção do vento sem a orientação da câmera (A CONFERIR).
- Tipos de cena: 125 dano cobertura, 48 dano estrutural, 44 detritos solo, 43 interior, 25 vista geral, 6 dano porta portao, 3 outro, 2 pessoas conversando, 2 tela ou documento.
Nenhum vídeo ou quadro foi publicado neste site.
Vídeo da porta do CD (hora e método)
- O que o vídeo é: 12,7 s, 576×1024, celular filmando um monitor com a imagem de uma câmera interna do CD (1920×1080, 25 fps). O carimbo marca 20:40:08 em 4,5 s e 20:40:16 em 12,0 s (ritmo de tempo real). A porta cede em ~1,7–2,1 s do vídeo: uma nuvem de poeira cobre a imagem em ~0,3 s e um painel branco atravessa o quadro da esquerda para a direita; depois há detritos no piso. Uma pilha de caixas à esquerda já aparece inclinada antes (a conferir).
- Coincidência com raios ESTIMATIVA: no segundo do carimbo houve um raio a 3,2 km a oeste do CD (23:40:04 UTC) e 16 raios a menos de 10 km entre 23:39 e 23:41; 84 raios a menos de 10 km entre 23:30 e 23:50. O centroide dos raios dessa janela fica a 2,1–1,4 km a oeste do CD. Os topos mais frios do dia (−85 a −90 °C) estavam a ~18 km.
- Teste independente HIPÓTESE: o centro de saída radial ajustado só com as direções de dano (lat −24,6165; lon −53,7252) fica a 1,3 km do centroide dos raios em 23:38–23:42 UTC (0,3 km em 23:30–23:50). Ressalvas: o ajuste é a solução de menor raio com tolerância de ±45° e o centroide dos raios foi tomado só dentro de 10 km do CD, o que o aproxima do CD; é coincidência sugestiva, não prova. E só vale se os hangares foram atingidos no mesmo instante, o que não se sabe.
- Velocidade pelos três métodos ESTIMATIVA: (i) rastreio de detritos: não obtido de forma robusta: poeira e saturação, quadros duplicados (25→30 fps), tela filmada na mão e escala em perspectiva (paletes de ~1,2 m como régua, erro de pelo menos ±50%); o fluxo óptico denso deu direção instável e foi descartado. (ii) inclinação da chuva: não se aplica (cena interna). (iii) carga de arrancamento: sem dimensões nem modelo da porta; a tabela mostra a velocidade necessária para igualar uma resistência (faixas de pressão ESTIMATIVA, A CONFERIR com fabricante/projeto). Para fechar: o arquivo original do CFTV (1080p, 25 fps) e as dimensões da porta.
| Pressão de resistência (Pa) | dC = 0,8 | dC = 1,3 | dC = 1,8 |
|---|---|---|---|
| 300 | 89 km/h | 70 km/h | 59 km/h |
| 700 | 136 km/h | 107 km/h | 91 km/h |
| 1500 | 199 km/h | 156 km/h | 133 km/h |
V = √(p / (0,613·dC)); dC = |Cpe − Cpi| (sucção externa + sobrepressão interna). A direção cardinal não sai do vídeo: a orientação da câmera é desconhecida.
Velocidade estimada e escala de danos
- Limite inferior (105 km/h): início da classe EF0 (105–137 km/h, rajada de 3 s) e valor regional registrado pelo Simepar em outras cidades (a conferir).
- Limite superior de trabalho (~150 km/h): soma heurística do deslocamento da tempestade (11–17 m/s, medido acima) com a velocidade de saída da corrente descendente (15–25 m/s, valor típico da literatura, HIPÓTESE): 26–42 m/s = 94–151 km/h.
- Teto da faixa ampla (177 km/h): fim da classe EF1; só vale se ficar confirmado que não houve colapso de alvenaria estrutural nem árvores arrancadas em massa (não informado: A CONFERIR).
Indicadores de dano (EF/Fujita: EF0 105–137, EF1 138–177, EF2 178–217 km/h) ESTIMATIVA
| Indicador de dano | Faixa de rajada | Classe | Observação |
|---|---|---|---|
| Cobertura metálica leve arrancada (galpões) | 105-177 | EF0 a EF1 | Faixa tomada das classes EF0-EF1 (dado da missão); falha de fixação costuma governar; depende de espaçamento/tipo de fixador e zona de borda; incerteza grande. |
| Pilares pré-moldados deslocados / ginásio de concreto empurrado ~15 cm | sem faixa calculável sem projeto | indício de carga lateral relevante | Deslocamento exige carga acima do atrito/ligação (cálice, chumbadores) e depende de peso e projeto: A CONFERIR. Não usado para limitar a faixa. |
| Porta de enrolar/seccional arrancada | ~70-180 (resistência 500-1800 Pa, dC 1,2-2,2) | não classificável | Faixa vem da tabela de pressão abaixo; a resistência real da porta é A CONFERIR com fabricante/projeto. |
| Hangares destruídos / paredes derrubadas (imprensa) | sem faixa | indício de EF1 ou mais (fraco) | Relato de imprensa, sem laudo; estruturas de hangar variam muito. |
| Sem colapso de alvenaria estrutural nem árvores arrancadas em massa | teto ~177 (se confirmado) | abaixo de EF2 | Ausência NÃO informada nem confirmada pelo dono: A CONFERIR; só vale como teto se confirmada. |
Indicadores EF para galpões metálicos e pré-moldados têm incerteza grande; a tabela é uma leitura qualitativa, não uma medição.
Comparação com a NBR 6123 (categoria II, S1 = 1, S3 = 1, classe B, z = 8 m)
Vk = V0·S1·S2·S3, q = 0,613·Vk². O V0 da isopleta de Toledo é A CONFERIR (valores de 40, 45 e 50 m/s testados; as constantes de S2 seguem a norma e devem ser conferidas na edição vigente).
| V0 (m/s) | S2 | Vk (m/s) | Vk (km/h) | q (Pa) |
|---|---|---|---|---|
| 40 | 0,961 | 38,4 | 138 | 905 |
| 45 | 0,961 | 43,2 | 156 | 1145 |
| 50 | 0,961 | 48,0 | 173 | 1414 |
Uma rajada de 105 km/h (29,2 m/s, q = 521 Pa) é cerca de 0,44 da pressão dinâmica característica com V0 = 45 m/s: uma edificação conforme a norma não deveria falhar globalmente a essa velocidade. Falhas locais de fixação de cobertura leve em zonas de borda são possíveis (pressão líquida local de 0,6 a 1,1 kPa a 105 km/h) e não provam, sozinhas, vento acima do projeto:
| Rajada (km/h) | q (Pa) | Cpe −1,0 (Pa) | Cpe −1,5 (Pa) | Cpe −2,0 (Pa) |
|---|---|---|---|---|
| 90 | 383 | 460 | 651 | 843 |
| 105 | 521 | 626 | 887 | 1147 |
| 120 | 681 | 817 | 1158 | 1498 |
| 140 | 927 | 1112 | 1576 | 2040 |
| 160 | 1211 | 1453 | 2058 | 2664 |
| 180 | 1532 | 1839 | 2605 | 3372 |
Pressão líquida local = 0,613·V²·(|Cpe| + |Cpi|), Cpi = 0,2 ESTIMATIVA; coeficientes por zona conforme a norma, a conferir no projeto. Resistência real de fixação ou de porta: a conferir com projeto/fabricante.
O que falta para fechar
- A hora do dano nos hangares e no restante do Biopark (e a confirmação do relógio da câmera do CD): metadados de fotos e vídeos, outras câmeras de segurança, registros de operação do aeródromo, relatos com horário.
- Radar (Simepar/IPMet/Cemaden/REDEMET) dos dois episódios: forma de arco, linha de convergência, assinatura de rotação, velocidade radial.
- O arquivo original do CFTV do CD (1080p, 25 fps, outras câmeras, inclusive externas) e as dimensões e o modelo da porta, para velocidade por rastreio e por carga de arrancamento.
- Coordenadas e direção individual das 30+ ocorrências e dos pontos sem dano: sem isso não há divergência, rotacional nem taxa de falso positivo.
- Checar o ponto do Smart Farm (SO × queda para SE).
- Dados de 1 minuto de estações vizinhas (pressão, temperatura, rajada) e estação meteorológica do aeródromo; a análise do Simepar na origem.
- Sondagem (Foz do Iguaçu/Curitiba) e V0 na carta de isopletas.
Linha do tempo
| UTC (29/09) | Local | Evento | Rótulo |
|---|---|---|---|
| 12:25 → 02:59 (30/09) | 09:25 → 23:59 | Avisos de tempestade (INMET) e boletim do Simepar/Defesa Civil de ambiente favorável a rajadas pontuais | FATO (fonte secundária) |
| 15:00 | 12:00 | METAR SBCA já com cúmulos towering (TCU) e vento de N | FATO |
| 17:00–17:10 | 14:00–14:10 | Célula nasce a oeste de Toledo e a bigorna cobre a cidade | FATO (satélite) |
| 17:30–18:00 | 14:30–15:00 | Núcleo frio sobre Toledo; picos de 7–9 relâmpagos/min a < 10 km do hangar às 17:50–17:54 | FATO (satélite/GLM) |
| 18:00 | 15:00 | Maior rajada do dia na estação de Toledo: 48,6 km/h (segundo a imprensa/prefeitura) | A CONFERIR |
| 18:00–19:00 | 15:00–16:00 | SBCA: trovoada, temperatura 29 → 22 °C, vento 310° → 340° | FATO (METAR) |
| ~18:35–18:55 | 15:35–15:55 | Chegada estimada do episódio A a Cascavel (distância/velocidade) | ESTIMATIVA |
| 21:50–22:10 | 18:50–19:10 | Borda do sistema de mesoescala (episódio B) cobre Toledo | FATO (satélite) |
| 23:40:05 (carimbo CFTV) | 20:40:05 | Porta do CD cede; raio a 3,2 km a oeste às 23:40:04; 16 raios a < 10 km em 23:39–23:41 | FATO (vídeo); relógio A CONFERIR |
| 22:00–23:50 | 19:00–20:50 | Maior atividade de raios do dia (> 2.000 por 10 min em 100 km); 91 raios a < 10 km do hangar entre 23:30 e 24:00 | FATO (GLM) |
| 00:00–01:00 (30/09) | 21:00–22:00 | 17,8 mm de chuva em 1 h na estação de Toledo (segundo a prefeitura) | A CONFERIR |
| 30/09 06:31 local | — | Primeira edição da imprensa local descreve o vendaval; a hora do dano não é informada | FATO (imprensa) |
Fontes consultadas e tentativas
- GOES-19 ABI-L2-CMIPF (canais 13 e 02) e GLM-L2-LCFA, bucket público
noaa-goes19(S3 anônimo): baixados e recortados. Canal 02 só em 3 quadros (17:50, 18:00, 18:10; 430 MB cada). - Open-Meteo: archive, historical-forecast, previous-runs e perfil em níveis de pressão: obtidos. IEM (METAR): SBCA, SBFI, SBLO, SBMG obtidos; SBGU e SBPG sem dados.
- Imprensa e órgãos oficiais: ferramentas de busca na web não estavam disponíveis nesta missão; usei a pesquisa anterior do projeto (
pesquisa_global), não relida na origem agora: Toledo News: Simepar não encontra indício de tornado · Gazeta de Toledo: Simepar descarta tornado · Gazeta de Toledo: balanço · MetSul · Tempo.com · INMET aviso 55873. Classificação oficial do Simepar, radar e Defesa Civil: A CONFERIR na origem.
Dados desta página: forense_m4.json e danos_vetores.json. Este material não é laudo e não substitui projeto de responsável técnico.